Rádio Observador

Saúde

SNS só gastou 25% da verba de 2019 para comparticipação de tratamentos termais

168

A Associação das Termas de Portugal, que representa cerca de 40 balneários do país, alertou que, até agosto, o Serviço Nacional de Saúde ainda só gastou 25% dos fundos disponíveis.

PAULO NOVAIS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Associação das Termas de Portugal, que representa cerca de 40 balneários do país, alertou esta segunda-feira que, até agosto, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ainda só gastou 25% dos fundos disponíveis para comparticipar tratamentos termais em 2019.

Segundo declarou à Lusa o presidente dessa estrutura associativa, 600.000 euros é o valor máximo previsto no Orçamento de Estado para o projeto-piloto destinado a aumentar a prescrição de tratamentos termais para cura e prevenção de patologias crónicas e para reduzir a despesa em medicamentos e meios complementares de diagnóstico.

Dessa verba, contudo, “ainda só se gastou 25%” e, considerando que faltam quatro meses e meio até ao final do ano, Victor Leal afirma: “A percentagem executada até agora ainda é muito baixa e isso deve-se, por um lado, ao desconhecimento que continua a existir entre a classe médica quanto ao regime de comparticipação deste tipo de tratamento e, por outro, ao facto de as prescrições emitidas no centro de saúde terem um prazo de validade muito curto”.

O presidente da Associação das Termas de Portugal realça que “é muito frequente as pessoas chegarem às termas para marcar os tratamentos e perceberem que a sua prescrição médica já caducou”, pelo que esse será um dos aspetos a analisar com o Ministério da Saúde para melhoria de procedimentos.

Victor Leal defende, aliás, que as receitas médicas para terapêuticas termais “deviam ser válidas pelo menos por dois ou três meses”, o que seria um prazo mais ajustado para os utentes “poderem organizar a sua vida e libertar tempo” para tratamentos que, além de implicarem uma certa regularidade, também se revelam mais adequados em determinados períodos do ano, consoante a patologia do respetivo doente.

“Agora em agosto, por exemplo, recebemos muitas crianças que se vêm tratar antes de o novo ano letivo arrancar, porque assim depois ficam menos sujeitas a rinites, sinusites e outros problemas respiratórios que as costumam afetar”, explica o porta-voz dos balneários portugueses.

Para Victor Leal, também seria útil que o SNS disponibilizasse à classe médica da rede de cuidados primários “mais esclarecimentos sobre os benefícios da prática termal, que é particularmente útil no tratamento de doenças músculo-esqueléticas, reumáticas e também das vias respiratórias, sobretudo no universo infantil”.

O presidente da Associação das Termas de Portugal admite que atualmente há um maior conhecimento geral quanto a essa realidade, tendo em conta que “o número de utentes dos balneários está a crescer ao ritmo de 7,5% ao ano” e que esses espaços “são cada vez mais procurados por jovens e por um público mais urbano”.

O mesmo responsável realça, contudo, que “ainda há muito caminho a percorrer no que se refere à divulgação dos recursos termais, que têm como principal vantagem o facto de envolverem águas naturais e evitarem o recurso a medicamentos e a fármacos, conduzindo a resultados positivos mais do que comprovados”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)