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Touradas

Viana do Castelo sem pedido de licenciamento de touradas nos últimos dois anos

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Primeiro município antitouradas do país diz que "em 2018, e este ano, não deu entrada, nos serviços camarários" qualquer pedido de licenciamento de "estrutura amovível" para realizar touradas.

GUILLAUME HORCAJUELO/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A Câmara de Viana do Castelo não recebeu, nos últimos dois anos, qualquer pedido de licenciamento de uma arena amovível para realização de touradas, informou fonte autárquica, sendo que a última corrida de touros ocorreu em 2014.

Contactada pela agência Lusa, a fonte da câmara da capital do Alto Minho, primeiro município antitouradas do país, referiu que, “em 2018, e este ano, não deu entrada, nos serviços camarários, qualquer pedido de licenciamento de uma estrutura amovível, para a realização de touradas”, durante a Romaria d’Agonia, que começa na sexta-feira e prolonga-se até dia 20.

A Lusa contactou o porta-voz do movimento local pró-touradas, intitulado “Vianenses pela Liberdade” que, em setembro de 2014, organizou a última corrida de touros no concelho, José Carlos Durrães, mas sem sucesso.

Este movimento foi criado em 2009, depois de a câmara local ter aprovado, por proposta da maioria socialista então liderada por Defensor Moura, uma declaração afirmando Viana como “antitouradas”, prevendo não autorizar qualquer evento deste género em terrenos públicos ou privados, desde que tal dependesse de decisão do município.

Em 2012, para contrariar aquela a decisão camarária, a Federação Portuguesa das Associações Taurinas “Prótoiro” realizou uma tourada na freguesia de Areosa, a primeira depois da aprovação daquela declaração municipal, corrida que se repetiu em 2013, em Darque.

Em 2014, já com organização a cargo do movimento local “Vianenses pela Liberdade”, a corrida inicialmente prevista para 24 de agosto foi adiada para 7 de setembro “devido a problemas administrativos criados pela Câmara de Viana do Castelo”.

Desde 2012 que as touradas têm decorrido em Viana do Castelo porque o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga aceita as providências cautelares apresentadas pelos movimentos de aficionados, para suspender os indeferimentos municipais.

Em 2015, a organização cancelou o espetáculo tauromáquico que tinha anunciado para as festas da cidade, alegando que “a previsão meteorológica apontada para a ocorrência de chuva”. No ano seguinte, a tourada voltou a não se realizar, na altura, “por não ter sido possível enquadrar” o espetáculo no programa da romaria d’Agonia.

Em 2017, a tourada que chegou a ser anunciada para dia 20 de agosto foi cancelada após o indeferimento, pelo tribunal, de uma providência cautelar para a instalação de uma arena amovível na freguesia de Meadela.

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