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Ações do BCP têm caído por incertezas macroeconómicas mas banco vai cumprir metas

O presidente executivo do Millennium bcp atribui a recente desvalorização das ações do banco ao "agravar das incertezas macroeconómicas" e à "perspetiva de manutenção de taxas de juros negativas".

Apesar de admitir -- sem especificar -- alguns "ajustes" a aspetos do plano estratégico, o presidente da Comissão Executiva do BCP garante que as metas estabelecidas "são para cumprir"

JOÃO RELVAS/LUSA

O presidente executivo do Millennium bcp atribui a recente desvalorização das ações do banco ao “agravar das incertezas macroeconómicas” e à “perspetiva de manutenção de taxas de juros negativas”, mas afirma-se “convicto” do cumprimento do plano estratégico até 2021.

“Estou convicto que as principais metas do plano estratégico (2018-2021) que apresentámos ao mercado serão cabalmente cumpridas, não obstante a maior complexidade do enquadramento macroeconómico, pois a capacidade de entrega das equipas do banco e o reforço da dinâmica comercial que temos vindo a apresentar ao mercado, trimestre após trimestre, permitirá compensar a perda de receitas decorrente das pressões sobre a margem financeira“, refere Miguel Maya numa resposta escrita a questões colocadas pela agência Lusa.

Apesar de admitir — sem especificar — alguns “ajustes” a aspetos do plano estratégico, o presidente da Comissão Executiva do BCP garante que as metas estabelecidas “são para cumprir”.

“Não divulgamos ajustes às iniciativas que contemplámos no plano estratégico — que naturalmente os há, pois o contexto alterou-se — mas comprometemo-nos com metas e essas metas são para cumprir“, sustenta.

Recordando que “a forma de estar do Millennium bcp nos últimos anos” passa por “definir um plano, implementar o plano, ajustar iniciativas [e] cumprir o plano”, Miguel Maya acredita que “a evolução nos próximos trimestres permitirá comprovar o valor do Millennium bcp” que “os mercados farão, a seu tempo, uma apreciação menos marcada pelas incertezas macroeconómicas do presente”.

Relativamente aos fatores que poderão estar na base da desvalorização dos títulos do banco, que na segunda-feira negociaram abaixo de 20 cêntimos pela primeira vez em quase dois anos, o presidente executivo considerou que “a ação do Millennium bcp tem reagido de forma muito intensa à alteração da perceção dos mercados sobre as implicações para o setor bancário de uma conjuntura macroeconómica”.

Uma conjuntura, destaca, “caracterizada pela elevada imprevisibilidade e marcada pelo arrefecimento do crescimento económico mundial, pelas fortes tensões comerciais globais, pela maior probabilidade de um ‘hard Brexit’ e pela crise política em Itália”.

Salientando que a ação do Millennium bcp “registou uma evolução positiva face ao índice Europeu (STOXX® Europe 600 Banks), quer em 2018, quer no primeiro semestre de 2019”, Miguel Maya entende que “o agravar das incertezas macroeconómicas e a perspetiva de manutenção de taxas de juros negativas por um período de tempo ainda mais lato fizeram alterar o sentimento dos mercados relativamente à rendibilidade do setor financeiro em geral e do Millennium bcp em particular, que sendo o único banco cotado em Portugal centraliza a atenção nas correções”.

Para Miguel Maya, “a correção verificada ao longo das últimas semanas levou a ação do Millennium bcp a alinhar com a evolução e com a valorização dos principais bancos espanhóis e europeus”.

“O Millennium bcp, para além da fortíssima melhoria da qualidade do balanço, bem patente na evolução positiva do ‘rating’ e do preço de mercado da dívida emitida, dispõe de uma capacidade de adaptação, de inovação e de servir os clientes com proximidade e elevada qualidade, o que faz toda a diferença em contextos mais imprevisíveis como o que estamos a viver”, rematou.

As ações do BCP seguiam esta terça-feira, às 12h27, a recuperar 1,87% para 0,20 euros.

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