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China

China vai investir 22,1 mil milhões de euros no estado brasileiro de São Paulo

Investimento será feito ao longo de dez anos. Sobre o conflito EUA-China, o governador do estado de São Paulo diz que o Brasil vai manter-se neutro. "América Latina é prioridade" da China, diz Dória.

O governador de São Paulo, João Dória, anunciou o investimento numa conferência de imprensa esta terça-feira

SEBASTIAO MOREIRA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

São Paulo vai receber investimentos de empresas e instituições financeiras chinesas no valor de 24,8 mil milhões de dólares (22,1 mil milhões de euros) em 10 anos, disse esta terça-feira o governador deste estado brasileiro.

Os acordos foram formalizados numa missão comercial que o governador de São Paulo, João Dória, fez, juntamente com uma comitiva de empresários brasileiros, à China no início de agosto, quando este estado também inaugurou um escritório para captação de recursos e novas parcerias na cidade chinesa de Xangai.

“Fechámos 24,8 mil milhões de dólares em compromissos de investimentos [da China] nos próximos 10 anos (…). Deste total, 10 mil milhões de dólares (8,9 mil milhões de euros) vem de um compromisso com o China Development Bank e outros 10 mil milhões de dólares com o banco dos Brics [banco de desenvolvimento criado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]”, explicou Dória numa conferência de imprensa com jornalistas estrangeiros.

“Outros 4,8 mil milhões de dólares (4,2 mil milhões de euros) são investimentos programados do setor privado que devem acontecer nos próximos cinco anos. Individualmente, o maior investimento será da Huawei, que investirá 800 mil milhões de dólares (715,7 milhões de euros) numa nova fábrica de tecnologia no interior do estado de São Paulo”, acrescentou.

Questionado sobre a guerra comercial travada entre os estados Unidos e a China, João Dória disse acreditar que o Brasil manterá uma posição de neutralidade, embora o Presidente do país, Jair Bolsonaro, demonstre publicamente que tem um alinhamento maior com o governo norte-americano.

“Não me preocupa a política [de alinhamento de] Bolsonaro com [Donald] Trump, porque Bolsonaro deve visitar a China em outubro próximo e se ele tivesse alguma resistência à China, certamente, não faria esta visita”, avaliou.

“A meu ver, o melhor para o Brasil é aproveitar a boa oportunidade que a China oferece dadas as medidas restritivas que o governo Trump impôs aos chineses. É muito claro que a China hoje é um país que procura novos parceiros comerciais no mundo e que a América Latina é prioridade. Na América Latina, a grande prioridade é o Brasil, o maior mercado”, acrescentou.

João Dória, que muitos analistas políticos colocam como possível candidato às eleições presidenciais de 2022, governa desde 01 de janeiro o estado de São Paulo, o mais industrializado e populoso do Brasil, que é responsável por um terço da riqueza total gerada no país.

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