O futebolista Emiliano Sala e o piloto do avião em que viajavam foram expostos a altos níveis de monóxido de carbono antes de o avião se despenhar no Canal da Mancha, no último mês de janeiro, avançou a Skynews.

Testes toxicológicos revelam que a quantidade de hemoglobina ligada ao monóxido de carbono era de 58% — o que significa que esta porção de hemoglobina não estava disponível para transportar oxigénio. Segundo investigadores contactados pela Skynews, esta situação basta para provocar convulsões, taquicardia e levar à perda de consciência, sendo, portanto, fatal.

Entretanto, a família do jogador já reagiu e emitiu um comunicado através de um porta-voz, citado pelo Mirror: “Os perigosos níveis de monóxido de carbono encontrados no corpo do Emiliano levantam muitas questões para a família. A família acredita que é necessário fazer um exame rigoroso ao avião. A família e o público precisam de saber de que forma o monóxido de carbono conseguiu entrar na cabine. A segurança aérea do futuro depende do quanto conseguirmos descobrir neste caso. A família do Emiliano apela ao AAIB (Air Accidents Investigation Branch) para recuperar os destroços sem mais demoras”.

O avião pessoal Piper Malibu não tinha a cabine do piloto separada da cabine dos passageiros e, segundo a fonte contactada pelo The Guardian, o piloto David Ibbotson foi muito provavelmente envenenado pelo mesmo gás.

Os investigadores do acidente estão a trabalhar com os fabricantes do avião em que o avançado argentino viajava e a National Transportation Safety Board norte-americana para identificar as razões para a presença deste tipo de gás na cabine.

O monóxido de carbono, um gás incolor e inodoro é produzido em altas concentrações nos pistões existentes dos motores de aviões, contudo, deveria ser expelido naturalmente do gerador através do sistema de exaustão. Falhas no aquecimento e no sistema de ventilação poderiam levar o gás à cabine.

Artigo atualizado às 17h40 com o comunicado da família