O suspeito de ser co-autor do homicídio de uma mulher cuja investigação foi despoletada pelo “aparecimento de uma cabeça humana no areal da praia de Leça da Palmeira, em Matosinhos” foi detido na fronteira da Turquia com a Grécia, informa a Polícia Judiciária (PJ) num comunicado emitido esta quinta-feira. O homem de 32 anos e de nacionalidade paquistanesa estava em em fuga desde março deste ano — altura em que a cabeça foi encontrada.

O detido, que se ausentou do país logo que foi noticiado o aparecimento da cabeça, é um cidadão paquistanês de 32 anos, sem atividade profissional conhecida”, lê-se no comunicado da PJ.

A cabeça foi encontrada em avançado estado de decomposição no início de março, dentro de um saco de plástico, junto a um contentor do lixo que estava no areal, por um funcionário da Ecorede, a empresa que faz a recolha do lixo naquela praia. A Diretoria do Norte da PJ depressa tomou conta do caso — que permaneceu um mistério durante três semanas. Mas a 29 de março, a PJ revelava que já sabia a identidade da vítima: era uma mulher de nacionalidade estrangeira e teria sido vítima de um crime passional.

No início de maio, uma mulher de 52 anos de nacionalidade tailandesa era detida por suspeitas de ser coautora do crime. A suspeita era proprietária de uma casa de massagens, em Matosinhos, e a vítima era sua empregada. Segundo confirmou a PJ no comunicado emitido na altura, a tailandesa devia algum dinheiro à vítima, que “insistia em ver saldada”. Este terá sido, no entender da investigação, o móbil do crime. Crime esse que a PJ confirmou ter sido cometido pouco tempo antes de a cabeça ter sido encontrada.Na altura, ficava também a saber-se que um homem, marido da detida e suspeito de coautoria do crime, teria saído de Portugal.

Após intensas diligências de investigação e cooperação internacional, foi possível identificar e agora deter um cidadão paquistanês, para quem a falecida trabalhava, o qual se encontra indiciado pela coautoria do homicídio e subsequente profanação de cadáver”, escreve a PJ em comunicado.

Foi emitido um mandado de detenção europeu. Cinco meses depois de a cabeça ter sido encontrado, a PJ tem agora a última peça que faltava para completar a investigação. O detido foi presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas — que ainda não são conhecidas.