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Angola

Autoridades tradicionais de Luanda preocupadas com proliferação de “falsos sobas”

"Tenho dito que autoridades tradicionais até podem ser, mas da linhagem de Luanda não", frisou o secretário das Autoridades Tradicionais de Luanda, João Adão, que preocupa-se com "invasão de sobas".

AMPE ROGÉRIO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

As autoridades tradicionais de Luanda manifestaram-se esta sexta-feira preocupadas com a “proliferação e invasão de sobas” que “não fazem parte da linhagem” da capital angolana, referindo que a situação surge por “interesses de terceiros” por recompensas financeiras.

Segundo o secretário das Autoridades Tradicionais de Luanda, João Adão, a presença excessiva de sobas (autoridades tradicionais) distantes da linhagem dos ancestrais de Luanda tem causado enorme confusão nas suas atividades.

“É que hoje [sexta-feira] por intermédio de outros interesses apresentam-se como autoridades tradicionais, então queremos acabar com essa confusão e encontrar quem são os verdadeiros da linhagem dos nossos ancestrais”, disse João Adão, à margem da discussão pública da Proposta de Lei sobre as Instituições do Poder Tradicional.

Em seu entender, “existe muita confusão”, principalmente em Luanda, “que é afunilada por todos que se apresentam como autoridades tradicionais”.

“Tenho dito que autoridades tradicionais até podem ser, mas da linhagem de Luanda não”, frisou.

A discussão pública da proposta de lei sobre as Instituições do Poder Tradicional, que visa recolher contribuições para a definição e regulação das atribuições e competências administrativas daquelas entidades, foi promovida pelo Ministério da Cultura angolano.

João Adão, também soba grande da comuna do Mussulo, península do litoral de Luanda, aplaudiu a iniciativa das autoridades administrativas do país assegurando que a discussão será exaustiva para “melhor controlo e fiscalização” das verdadeiras autoridades tradicionais de Angola.

Na ocasião, a diretora nacional das Comunidades e das Instituições do Poder Tradicional de Angola, Rosa Melo, deu conta que o Governo angolano gasta mensalmente cerca de 800 milhões de kwanzas (1,9 milhões de euros) para subsidiar 40.075 autoridades tradicionais espalhadas pelo país.

O evento contou com a presença de autoridades tradicionais, associações, organizações não-governamentais, investigadores e estudantes, entre outras individualidades.

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