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Greve

Greve no INATEL com adesão de 80% em algumas unidades hoteleiras do centro, diz sindicato

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Trabalhadores reclamam salários mais altos. Nas Caldas da Rainha e Arganil, greve teve adesão de 80%. Noutras zonas do país, foi de cerca de 50%, diz o sindicato.

MARIO CRUZ/LUSA

A greve convocada para esta sexta-feira para o setor hoteleiro da Fundação INATEL em todo o país regista uma adesão de cerca de 80% em algumas das unidades da região Centro, afirmou hoje fonte sindical.

As unidades de Foz do Arelho (Caldas da Rainha), São Pedro do Sul e Piódão (Arganil) registam uma adesão de cerca de 80%, devendo estar a funcionar “pouco mais do que o atendimento” nesses locais, disse à agência Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro (STIHTRSC), António Baião, durante a concentração de cerca de 40 trabalhadores na manhã desta sexta-feira, junto à delegação do INATEL em Coimbra.

De acordo com o dirigente sindical, a adesão à greve nas unidades de Manteigas e Santa Maria da Feira situa-se por volta dos 50% e, no Luso, estará abaixo desse valor.

António Baião explicou que foi assinado um Acordo de Empresa em 2018, com uma ata de compromisso que levaria a negociação de melhorias salariais e a um horário de trabalho de 35 horas semanais.

Segundo o dirigente sindical, os trabalhadores da Fundação INATEL continuam a receber salários abaixo daquilo que é praticado neste setor.

A administração já “cedeu em duas questões” (aplicação de subsídio de turno e pagamento de trabalho noturno), no entanto, a promessa de rever salários, categorias profissionais e horário de trabalho ainda não se concretizou, vincou.

“É justa a exigência de aumentos salariais para este ano, com efeitos a 1 de janeiro, a progressão das carreiras, os conteúdos funcionais e a aplicação das 35 horas semanais”, refere a moção aprovada hoje pelos trabalhadores concentrados em Coimbra.

A mesma moção mandata o STIHTRSC a agendar “novas formas de luta”, caso a Fundação INATEL continue sem dar resposta às reivindicações dos trabalhadores.

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