A Jaguar atravessa um momento menos bom em matéria de resultados comerciais, sobretudo porque, aparentemente, apostou muito nos motores diesel e pouco nos híbridos e nos eléctricos. Mas isso não a impede de ter na sua gama um dos melhores SUV a bateria do mercado, o I-Pace. E foi exactamente este eléctrico a fazer a marca britânica ir para a “guerra”. E logo com o dicionário…

Como inglesa que é, a Jaguar foi àquele que é, muito provavelmente, um dos mais conceituados dicionários do seu país, para confirmar a definição de automóvel (car). E, para espanto seu, encontrou “a road vehicle, typically with four wheels, powered by an internal combustion engine and able to carry a small number of people”. Ou seja, os veículos eléctricos como o I-Pace não podem ser considerados automóveis. E menos mal que o fabricante do Reino Unido não consultou a Infopédia, pois veria que, também em Portugal, automóvel define um “veículo de pelo menos quatro rodas, com motor próprio (accionado geralmente a gasolina, gasóleo ou gás), usado no transporte de passageiros e de mercadorias”. Pelo que nada de eléctricos.

Face a esta negação perante os veículos eléctricos como forma de locomoção, a Jaguar passou a liderar uma campanha destinada a exigir que o Oxford English Dictionary e o Oxford Dictionaries alterassem a definição de automóvel, isto é, a definição mundial de “car”. Para rectificar a situação, pedem os responsáveis pelo fabricante britânico que se deixe cair o termo motores de combustão, ou no caso português, a gasolina ou a diesel, ficando-se apenas pelo “motor”. A alternativa seria especificar a alternativa “eléctrico” como complemento aos motores de combustão, ou a gasolina ou diesel.

A marca inglesa aproveitou ainda o facto de o seu I-Pace ter sido distinguido com o galardão do Carro do Ano internacional para realçar que não faz sentido distinguir como o melhor “automóvel” do ano algo que nem sequer pode ser considerado um automóvel. Parece que o dicionário de Oxford tem um problema para resolver.