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Reino Unido

Colunista britânico Owen Jones agredido em Londres. Atacantes seriam ativistas de extrema-direita

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Owen Jones, um dos mais influentes colunistas de esquerda no Reino Unido, foi agredido à saída do bar onde celebrava o aniversário. Garante que o ataque foi premeditado e culpa a extrema-direita.

Owen Jones é ativista político e escreve semanalmente no The Guardian, um dos mais relevantes jornais do Reino Unido

Getty Images

O colunista britânico Owen Jones, considerado um dos mais influentes comentadores de esquerda no Reino Unido, foi agredido este sábado num bar em Londres, onde se encontrava a celebrar o seu aniversário. De acordo com o jornal britânico The Guardian, onde Jones escreve semanalmente, o colunista conta que as agressões ocorreram por volta das 3h da manhã de sábado e considera que o ataque foi “premeditado”.

“Estávamos a cerca de 30 metros [do bar], a despedir-nos uns dos outros, quando quatro homens se dirigiram a mim. Um deles pontapeou-me nas costas, atirou-me ao chão e começou a dar-me pontapés na cabeça e nas costas, enquanto os meus amigos o tentavam arrastar para fora dali — e foram esmurrados por me tentarem defender”, descreveu Owen Jones.

“Foi claramente um ataque premeditado e eu era o alvo deles. Todos me atacaram a mim e só atacaram os meus amigos quando eles me tentaram defender.”

O colunista britânico lembra, aliás, que ao longo do último ano tem sido várias vezes abordado na rua “por ativistas de extrema-direita” e já sofreu “tentativas de agressão física e insultos homofóbicos”. Por isso, já teve de contactar as autoridades.

Jones considera ter sido alvo de ataques por motivos políticos e diz que o ataque deste sábado resulta do “crescimento de uma extrema-direita reforçada, que é cada vez mais violenta, e que tem como alvos as minorias e as pessoas de esquerda”.

“Estão a ser radicalizados pelos políticos mainstream e por grande parte dos meios de comunicação social”, explica.

A diretora do The Guardian, Katharine Viner, lamentou o ataque e disse que “agressões violentas a jornalistas ou ativistas não têm lugar numa sociedade democrática”. O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, classificou a agressão como “um ataque à liberdade de expressão e aos nossos valores fundamentais”.

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