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Alemanha

Bundesbank alerta que economia alemã pode estar a entrar em recessão

O Bundesbank diz que o Produto Interno Bruto alemão "pode continuar a cair ligeiramente" no terceiro trimestre. Caso se confirme, será o segundo trimestre consecutivo de contração da economia alemã.

Guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e o Brexit, entre outros fatores, tem penalizado a economia alemã, muito dependente das exportações, apesar de ser esperado que o PIB alemão registe um crescimento no conjunto do ano

MAURITZ ANTIN/EPA

O Bundesbank, banco central alemão, alertou esta segunda-feira que a economia alemã, a maior da Europa, pode estar a recuar durante os meses de verão, depois da contração já registada no segundo trimestre, aumentando a possibilidade de entrar em recessão.

No seu relatório mensal, divulgado esta segunda-feira, o Bundesbank afirma que o Produto Interno Bruto (PIB) alemão “pode continuar a cair ligeiramente” no terceiro trimestre, ou seja, entre julho e setembro.

A confirmar-se, será o segundo trimestre consecutivo de contração da economia alemã, depois de o PIB ter recuado 0,1% no segundo trimestre, entre abril e junho. Uma recessão técnica consiste em dois trimestres consecutivos de contração da economia.

No seu relatório mensal, o banco central alemão indica que, com a descida na produção industrial e nas encomendas ao setor é provável que a quebra na economia alemã esteja a manter-se durante o verão. “O desempenho económico geral pode recuar ligeiramente mais uma vez. Crucial para isso é a desaceleração em curso na indústria”, afirma a instituição, citada pela Associated Press.

“Os desenvolvimentos futuros vão depender de quanto tempo dura a atual dicotomia económica e qual a direção que tomará”, afirma também o Bundesbank, citado pela Blooomberg, acrescentando que, “como as coisas estão atualmente, não é claro se as exportações e, por extensão, a indústria vão recuperar o equilíbrio, antes que a economia doméstica seja mais severamente afetada”.

O Bundesbank aponta ainda, no relatório, que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), entre outros fatores, têm penalizado a economia alemã, muito dependente das exportações, apesar de ser esperado que o PIB alemão registe um crescimento no conjunto do ano.

Muitos analistas estão receosos de que a continuação das tensões comerciais prolongue a desaceleração no setor industrial alemão e acabe por afetar o setor dos serviços.

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