O diretor dos serviços prisionais dos Estados Unidos, Hugh Hurwitz, foi demitido esta segunda-feira na sequência do suicídio do milionário Jeffrey Epstein na sua cela da prisão de Manhattan, onde se encontrava detido a aguardar julgamento por tráfico sexual e abuso sexual de menores.

De acordo com a Associated Press, o procurador-geral dos EUA, William Barr, nomeou Hurwitz para um cargo de adjunto no departamento responsável pelos programas de reinserção social, nomeando a antiga diretora dos serviços prisionais Kathleen Hawk Sawyer para voltar a assumir a liderança do organismo, em substituição de Hurwitz.

Jeffrey Epstein, milionário acusado de abusar sexualmente de jovens adolescentes, estava detido na cadeia de Manhattan e suicidou-se na semana passada, por enforcamento. O resultado da autópsia, conhecido na última sexta-feira, confirmou a morte por enforcamento — Epstein usou os lençóis da cama para se matar.

Os guardas prisionais daquela cadeia — que tem um já conhecido problema de falta de funcionários — rejeitaram qualquer responsabilidade na morte de Epstein, afirmando que não havia recursos para monitorizar todos os detidos.

Na sequência do suicídio de Epstein, o diretor da prisão, Lamine N’Diaye, foi transferido para uma delegação regional dos serviços prisionais, e os dois guardas responsáveis pela vigilância do milionário foram forçados a tirar uma licença enquanto o caso está a ser investigado.

Segundo a AP, os guardas teriam de confirmar que tudo estava bem com Epstein a cada meia hora, mas não o terão feito — e terão, inclusivamente, falsificado os registos. Os dois guardas, de acordo com fontes ouvidas pela AP, estariam a fazer horas extraordinárias devido à falta de funcionários na cadeia.