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Festivais de Música

Festival Iminente passa a ter quatro dias e leva norte-americano Common a Lisboa

O festival Iminente passa de três para quatro dias de programação e esse é, de acordo com o diretor do festival, Tiago Silva, “o maior destaque” este ano.

Os bilhetes para o festival, com um custo de 15 euros por dia, são limitados a cinco mil e estarão à venda no dia 2 de setembro

RODRIGO ANTUNES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O festival Iminente, que tem Vhils como um dos curadores, regressa ao Panorâmico de Monsanto, em Lisboa, em setembro, para quatro dias de arte e música, com um cartaz que inclui a estreia em Portugal do ‘rapper’ norte-americano Common.

À quarta edição – as duas primeiras realizaram-se em Oeiras e a terceira, no ano passado, em Lisboa – o festival Iminente passa de três para quatro dias de programação e esse é, de acordo com o diretor do festival, Tiago Silva, “o maior destaque” este ano.

Do cartaz, que inclui cem artistas, das artes visuais e performativas e da música, de 11 nacionalidades, Tiago Silva, em declarações à Lusa, destacou “a diversidade que esteve presente na curadoria”, da responsabilidade de Vhils e da plataforma Underdogs, e que na música contou com a colaboração de Shaka Lion. “Conseguimos atingir todo o tipo de estilos”, afirmou.

Ao longo dos quatro dias, marcarão presença no festival os seguintes artistas visuais: o guineense Abdel Queta Tavares, o luso-angolano Francisco Vidal, o luso-santomense Herberto Smith, os brasileiros Sosek, Kaur, Coxas e Thiago Neves, e os portugueses Aka Corleone, Ana Aragão, Blac Dwelle, Colectivo Rua, Gonçalo Barreiros, Maria Imaginário, Rita RA, Sara Morais, Tamara Alves, Thunders Crew, Miguel Januário (com o projeto ±maismenos±) e Vhils.

A programação musical inclui atuações de, entre muitos outros: o norte-americano Common, os cabo-verdianos Bulimundo e Mayra Andrade, a brasileira Linn da Quebrada, os portugueses Dealema, Pedro Mafama, Classe Crua (projeto que junta Sam the Kid e Beware Jack), Beatbombers (DJ Ride e Stereossauro), David Bruno, Deau, Fado Bicha, Filho da Mãe, Fred, Mynda Guevara, Kappa Jotta, Omiri, Scúru Fitchadu e Vado Más Ki Ás.

No cartaz acaba por ser “tudo um pouco iminente”: “artistas já consagrados, mas com projetos novos, artistas consagrados que nunca tocaram em Portugal, como é o caso de Common, e artistas que nunca sequer tocaram [ao vivo]”. “É um pouco isso a nossa filosofia”, disse. A organização opta sempre não destacar nenhum artista, já que trata “todos de maneira igual” e atribui-lhes “valor igual”.

O que há a destacar é mesmo esta diversidade a quantidade de coisas que se vão passar. Começa sempre o dia com ‘talks’ [conversas], organizado por Fumaça ou Gerador, e depois temos sempre várias coisas a acontecer: música, artes visuais, performances, dança com ‘bboys’, skate. Desde as 15h00 até às 2h00 há sempre algo a acontecer”, adiantou.

A programação inclui performances dos portugueses Odete e Oechidaceae, da brasileira Mariana Barros e da luso-cabo-verdiana Melissa Rodrigues.

O Panorâmico de Monsanto situa-se no Parque Florestal de Monsanto e o acesso ao local é vedado a automóveis. Em alternativa, a organização estabeleceu, à semelhança do ano passado, parcerias com a Carris, que garante transporte gratuito aos portadores de bilhete a partir de Sete Rios e do Pólo Universitário da Ajuda, e com a plataforma de transporte Uber.

Os bilhetes para o festival, que este ano têm um custo de 15 euros por dia (não são vendidos passes), são limitados a cinco mil e estarão à venda no dia 2 de setembro a partir das 16h00, nos locais habituais.

Todas as informações sobre o festival estarão disponíveis no ‘site’ oficial e na aplicação para telemóvel. O festival é coorganizado com a Câmara Municipal de Lisboa. O Iminente realizou-se pela primeira vez em Oeiras, em 2016. No ano seguinte, o Jardim Municipal daquela cidade voltou a acolher a iniciativa. Em 2018, o Iminente realizou-se em Lisboa, no Panorâmico de Monsanto, onde se irá manter até 2020.

Em 2017 e 2018, o festival teve também lugar em Londres. Este ano foi a vez de Xangai acolher, em março, um ‘showcase’ do festival, que em maio se realizou pela primeira vez no Rio de Janeiro.

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