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Um grande golo de Rúben Neves, um penálti defendido por Patrício: Man. United empata em casa do Wolves de Nuno

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O Man. United dominou toda a primeira parte e esteve a vencer mas um grande golo de Rúben Neves e a defesa de Patrício ao penálti de Pogba garantiram o empate ao Wolves de Espírito Santo (1-1).

O médio português foi titular e assinou um grande golo no início da segunda parte

Getty Images

24 anos e 173 dias. Era esta a média de idades do onze inicial do Manchester United, esta segunda-feira perante o Wolverhampton, em jogo a contar para a segunda jornada da Premier League. Além de ser a média de idades mais reduzida dos red devils desde o último dia da temporada 2016/17, esta era também a média de idades mais reduzida apresentada de uma forma global na liga inglesa esta época. Naquilo que é uma aposta na juventude e na formação que só encontra paralelo nos dias em que Alex Ferguson ainda andava por Old Trafford, Solskjaer assume cada vez mais o papel de líder de uma reconstrução do Manchester United que é feita a partir de dentro e para dentro.

Indo totalmente ao encontro disso mesmo, o treinador norueguês fez apenas uma alteração face ao onze que na jornada inaugural da Premier League goleou o Chelsea: trocou Andreas Pereira, que passou completamente ao lado desse jogo com os blues à exceção de uma assistência para golo, por Daniel James, o jovem de 21 anos que entrou nos últimos minutos e ainda foi a tempo de marcar. Quanto ao Wolverhampton de Nuno Espírito Santo e restante armada portuguesa, que na primeira semana da liga não foi além de um empate com o Leicester (ainda que pelo meio tenha goleado o Pyunik na terceira eliminatória de acesso à Liga Europa), a equipa titular era a mesma e Rui Patrício, João Moutinho, Rúben Neves e Diogo Jota mantinham a titularidade.

O Manchester United começou melhor, com o controlo total da posse de bola e a capacidade de circular e temporizar até perceber a forma como o Wolves se ia apresentar. A jogar em casa, depressa se percebeu que o bloco baixo da equipa de Nuno Espírito Santo não era temporário nem restrito aos minutos iniciais da partida: a equipa estava recuada, sem conseguir mudar o 5x3x2 para o 3x5x2, com os laterais Jonny Castro e Doherty a não abandonarem o primeiro terço do terreno e não permitirem a conquista de metros por parte do conjunto. Do outro lado, sem asfixiar, o Manchester United mantinha a primeira linha de construção muito avançada e ia catapultando Lingard, a principal peça móvel sem lugar fixo, para zonas entre linhas.

E bastaram duas oportunidades para os red devils inaugurarem o marcador. Depois de uma primeira tentativa, em que Rashford recebeu de Pogba na esquerda e assinou uma jogada individual notável antes de cruzar para Martial aparecer atrasado ao segundo poste (18′), o avançado francês não falhou a segunda ocasião. Num lance de trabalho e envolvimento coletivo impressionante, construído na íntegra com passes verticais, McTominay, Lingard e Rashford trocaram a bola até que o último assistiu Martial, que apareceu tombado na esquerda dentro da grande área a fuzilar Rui Patrício (27′).

No início da segunda parte, o Wolves precisava de se soltar para criar oportunidades de golo, algo que não conseguiu fazer durante todo o primeiro tempo, e para isso Nuno Espírito Santo decidiu lançar desde logo Adama Traoré para o lugar de Doherty. O jogador espanhol entrou muito bem na partida e fez desde logo tudo aquilo que nem Doherty nem Jonny Castro tinham feito na primeira parte, assumindo o corredor direito e desafiando Luke Shaw para duelos individuais que ainda não tinham acontecido desde o apito inicial.

O Manchester United conseguiu manter o controlo do encontro durante os primeiros dez minutos do segundo tempo, altura em que o Wolverhampton conseguiu crescer no jogo e criar um conjunto de oportunidades sucessivas que tiveram como clímax uma bola no poste cabeceada por Raúl Jiménez depois um livre de Moutinho (54′). No minuto seguinte, no seguimento de um pontapé de canto na direita, o mesmo Moutinho fez um passe atrasado para a entrada da área e Rúben Neves recebeu, levantou a cabeça e atirou um remate em arco que só terminou no fundo da baliza de De Gea (55′). Grande golo do médio ex-FC Porto — que dos 13 golos que marcou em Inglaterra, 10 foram de fora de área –, que relançava o jogo e mascarava uma exibição pobre do Wolves no geral e de Diogo Jota em particular.

Depois de um período de maior indefinição no jogo, em que o Wolves estava melhor e mais subido no terreno mas não conseguia criar oportunidades e o Manchester United ainda se refazia do empate, Bennett cometeu grande penalidade sobre Pogba, que na conversão permitiu a defesa de Rui Patrício (67′). Até ao final, nenhuma das equipas conseguiu voltar a marcar — e Nuno Espírito Santo ainda ofereceu a estreia na Premier League a Pedro Neto — e Solskjaer não carimbou os três pontos que permitiriam aos red devils subir à liderança da tabela em ex aequo com o Arsenal e o Liverpool (além de que tropeça pela quarta vez consecutiva perante a equipa mais portuguesa de Inglaterra). Quanto ao Wolves, continua sem vencer na liga e soma dois empates em duas jornadas.

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