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Angola

Ministro das Relações Exteriores diz que “patologia de impunidade pela corrupção” tem de ser eliminada em Angola

"Ainda pensam em Angola como um país de guerra e de petróleo", diz Manuel Augusto. O ministro destaca também o investimento "altamente desejável" dos Estados Unidos em áreas como comércio e saúde.

O ministro angolano discursou numa palestra no Conselho Atlântico, em Washington, nos Estados Unidos

AMPE ROGÉRIO/LUSA

O ministro das Relações Exteriores de Angola disse na segunda-feira que existe no país uma “patologia de impunidade pela corrupção, nepotismo e lavagem de dinheiro” que tem de ser eliminada.

Numa palestra no Conselho Atlântico, na capital dos Estados Unidos, Manuel Augusto disse que muitas pessoas “ainda pensam em Angola como um país de guerra e de petróleo”, que “existe uma grande deficiência de comunicação daquilo que Angola é” e apresentou um território de grandes oportunidades.

De seguida, acrescentou: “queremos dizer que Angola já não tem guerra, mas ainda tem petróleo e mais do que isso”, com a principal mensagem de que existem muitas oportunidades de negócio para pequenas e médias empresas.

O antigo embaixador de Angola na Etiópia e Zâmbia sublinhou que o governo angolano se tem esforçado por fortalecer o quadro jurídico nacional e o sistema de justiça, com a principal prioridade na “moralização da sociedade” e destacou a luta contra as práticas de má fé ou corrupção nos vários setores da sociedade e da economia.

O ministro das Relações Exteriores de Angola declarou ainda que as relações com os Estados Unidos da América (EUA) “são excelentes”, junto do secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo.

O ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, assegurou que as relações político diplomáticas, e de cooperação bilateral nos vários domínios entre Angola e os Estados Unidos são excelentes”, lê-se no documento.

Na mesma nota refere-se que “o secretário de Estado, Mike Pompeo, disse que os Estados Unidos da América saúdam as reformas que consideram ousadas que o Presidente João Lourenço tem vindo a empreender desde que assumiu o cargo em setembro de 2017”.

Após o encontro em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Morgan Ortagus, disse que Mike Pompeo “reafirmou a força da parceria estratégica EUA-Angola e saudou as ousadas reformas do Presidente João Lourenço”.

A porta-voz americana disse também que os dois líderes políticos discutiram formas de “aumentar o comércio bilateral, investimento e fortalecimento das instituições democráticas”.

O ministério angolano comunicou que Manuel Augusto dirigiu convites aos investidores norte-americanos para participarem no processo de privatizações que se vai iniciar no país.

Depois dos encontros, Manuel Augusto destacou, numa conferência na sede do grupo de reflexão Conselho Atlântico, que deu ao secretário de Estado norte-americano a “boa notícia” do Programa de Privatizações (ProPriv), que compreende 195 empresas que vão ser abertas ao capital privado até 2022 e “representa uma enorme oportunidade para companhias americanas”.

Segundo o ministro angolano, o investimento direto norte-americano em companhias do petróleo “é altamente desejável e constitui um objetivo da estratégia de desenvolvimento sustentável de Angola”. Comércio, finanças, energia, indústria transformadora, segurança, direitos humanos, saúde e justiça são as áreas nas quais Angola quer fomentar parcerias com Estados Unidos.

Os negócios de família “seriam uma grande ajuda”, exemplificou o ministro, como aquelas que disse admirar nos Estados Unidos, principalmente no estado de Iowa.

Manuel Augusto apelou para que as pequenas e médias empresas também apresentem negócios e se estabeleçam em Angola, um país de grande território, com terra “muito fértil” e arável e uma “grande” rede hidrográfica.

O ministro sublinhou ainda que um dos maiores desafios do país é a diversificação da economia e o aumento da produção doméstica, necessários para garantir a segurança alimentar e autossuficiência.

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