O restaurante do homem que na semana passada atacou, na Albânia, o carro onde seguia uma família de turistas espanhóis, foi demolido esta quarta-feira. Segundo os órgãos de comunicação social albaneses, o “Panorma” servia refeições sem licença há vários anos e a construção do edifício era ilegal. Ao mesmo tempo, Mihal Kokedhima, o dono do restaurante, estaria a explorar ilegalmente a praia nas imediações do estabelecimento. A família de Kokedhima não ofereceu resistência à demolição, que começou às 7h00 locais desta quarta-feira, anunciaram inspetores da defesa do território local.

O episódio aconteceu no dia 15 de agosto e no carro seguia Eugenio Galdón, conhecido empresário, ex-chefe de gabinete da presidência de Adolfo Suárez e ex-diretor de vários grupos de comunicação social, como a Prisa ou a Cope. Galdón, quatro membros da sua família e ainda dois guias locais foram comer ao restaurante mas o serviço terá demorado muito, pelo que a família optou por ir-se embora.

Mihal Kokedhima, de 51 anos, saiu, nessa altura, a correr atrás dos turistas saltou para cima do carro e começou a golpear o vidro, com a intenção de chegar aos espanhóis. Tanto Eugenio Galdón como restante família e guias saíram ilesos do ataque.

O momento foi registado em vídeo pelos ocupantes do carro e partilhado na internet.

Segundo Mihal Kokedhima, que está em prisão preventiva e ficou conhecido entre os vizinhos como “o gladiador”, ou a família esperava pela comida ou pagava por ela mesmo sem a comer. Segundo o El País, a defesa do arguido diz que os turistas estiveram a fumar marijuana antes do ataque, que estavam embriagados e que o dono do restaurante apenas subiu ao carro para se defender.

O “Panorma” ficava numa área costeira chamada Porto Palermo, na Albânia. O dono do espaço já tinha registo criminal por roubar energia e por construção ilegal e chegou a estar 18 meses em liberdade condicional, escrevem os jornais albaneses.

O ministro albanês do turismo albanês já se encontrou com as vítimas do ataque. Pediu desculpa pelo sucedido e ofereceu um ramo de flores. Edi Rama, primeiro-ministro da Albânia, partilhou no Facebook um vídeo desse encontro e também lamentou o episódio de violência: “O bárbaro que agrediu os amigos espanhóis violou o código sagrado da hospitalidade albanesa e envergonhou-nos a todos”.