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Mais de 23 milhões visitaram Macau nos primeiros sete meses do ano

O número de excursionistas (12.614.555) e de turistas (11.200.311) aumentou 33,6% % e 7,7% respetivamente, em termos anuais. No total contam-se, nos primeiros sete meses do ano, 23.814.866 visitantes.

Em 2018, Macau bateu o número recorde de turistas: 35,8 milhões

JEROME FAVRE/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Mais de 23 milhões de pessoas visitaram Macau nos primeiros sete meses do ano, um aumento de mais de 20% face a igual período do ano passado, indicam dados oficiais divulgados esta quarta-feira.

Entre janeiro e julho, o número de excursionistas (12.614.555) e de turistas (11.200.311) aumentou 33,6% % e 7,7% respetivamente, em termos anuais, totalizando 23.814.866 de visitantes, segundo a Direção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC). Por visitante entende-se qualquer pessoa que tenha viajado para Macau por um período inferior a um ano, um termo que se divide em turista (aquele que passa pelo menos uma noite) e excursionista (aquele que não pernoita).

Nos meses em análise, os visitantes permaneceram em Macau por um período médio de 1,1 dias, menos 0,1 dias, em termos homólogos.

A maioria dos visitantes que entraram em Macau, até julho, vieram do interior da China (16.884.398)), mais 21,7% em relação ao período homólogo do ano passado. Já os visitantes da Coreia do Sul (505.512), de Hong Kong (4.329.336) e de Taiwan (632.272)) cresceram 4,6%, 22,1% e 0,9% respetivamente. Só no mês de julho, visitaram Macau 3.530.233 de pessoas, um aumento de 18,9% em relação ao período homólogo do ano passado.

Na semana passada, a responsável pela entidade que gere o setor no território afirmou que as agências de viagens estão a excluir Hong Kong dos pacotes turísticos por causa dos protestos e os últimos números continuam a mostrar crescimento de turistas em Macau, disse esta quarta-feira a responsável pela entidade que gere o setor no território.

“Muitas agências de diferentes países, sobretudo daqueles que têm acesso direto a Macau, estão a fazer uma mudança nos seus pacotes para não incluírem Hong Kong”, afirmou a responsável da Direção dos Serviços de Turismo (DST) de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes.

Hong Kong e Macau integram um pacote muito popular entre as agências de viagens chinesas, mas os protestos pró-democracia na ex-colónia britânica, desde junho, estão a obrigar a indústria a ajustar a oferta, explicou.

A alteração contempla a inclusão de outras cidades chinesas vizinhas às duas regiões administrativas especiais, ou Macau como destino único, acrescentou Senna Fernandes.

Em 2018, Macau bateu o número recorde de turistas: 35,8 milhões, um aumento de 9,8% em relação a 2017.

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