O Tribunal Superior da Irlanda bloqueou esta quarta-feira a greve de pilotos irlandeses da companhia aérea de baixo custo Ryanair prevista para quinta e sexta-feira.

Os advogados da companhia, com sede na Irlanda, argumentaram que o sindicato de pilotos não permitiu que as negociações chegassem a uma conclusão antes de anunciar a greve. O sindicato, que representa 180 pilotos irlandeses que trabalham para a Ryanair, alegou que a empresa simplesmente ignorou a proposta apresentada pelos pilotos com as reivindicações salariais e laborais.

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Um tribunal de Londres está também a avaliar um pedido urgente da Ryanair para impedir uma greve dos pilotos britânicos da companhia.

A companhia low cost congratulou-se com a decisão do tribunal através de uma mensagem na sua conta no Twitter na qual assegura que todos os voos previstos nos aeroportos irlandeses vão funcionar com normalidade.

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No princípio de agosto, os pilotos da Ryanair na Irlanda e no Reino Unido convocaram as greves em protesto pelas condições de trabalho, marcadas para 22 e 23 de agosto e para 2 a 4 de setembro.

Em Portugal, o pessoal de cabine (assistentes de bordo) da Ryanair iniciou esta quarta-feira uma greve de cinco dias, mas o Governo decretou serviços mínimos.

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