Rádio Observador

Banco de Portugal

Endividamento da economia subiu 8,6 mil milhões de euros até junho, mas peso no PIB recuou para mínimo de 2010

Esta evolução resultou do aumento de 7,19 mil milhões de euros no endividamento do setor público. Já o endividamento do setor não financeiro, no primeiro semestre, ficou em 730 mil milhões de euros.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O endividamento da economia aumentou 8,6 mil milhões de euros até junho, face a 2018, para 730 mil milhões de euros, mas o peso da dívida no PIB recuou para mínimos de 2010, divulgou esta quinta-feira o Banco de Portugal.

“Relativamente ao final de 2018, o endividamento do setor não financeiro [que abrange Estado, empresas públicas e privadas e famílias] aumentou 8,6 mil milhões de euros” nos primeiros seis meses do ano, informou o Banco de Portugal (BdP).

O banco central explica que esta evolução resultou do aumento de 7,19 mil milhões de euros no endividamento do setor público e de 1,46 mil milhões de euros no endividamento do setor privado.

No total, “no final do primeiro semestre de 2019, o endividamento do setor não financeiro situava-se em 730,0 mil milhões de euros”, dos quais 328,9 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 401,1 mil milhões de euros ao setor privado, de acordo com a nota de informação estatística do BdP.

Os dados mostram que, em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), o endividamento do setor não financeiro desceu de 357,6% no final do segundo trimestre para 355,2% no final de junho, o que corresponde ao rácio mais baixo desde o primeiro trimestre de 2010, quando o peso do endividamento no PIB ascendia a 350,9%.

Foi no segundo trimestre de 2013 que o rácio do endividamento do setor não financeiro no PIB atingiu o máximo de 430%, tendo vindo a descer desde então.

No que respeita ao aumento do endividamento do setor público até junho (mais 7,2 mil milhões de euros), o Banco de Portugal indica que “resultou, sobretudo, do acréscimo do endividamento face às administrações públicas e ao setor não residente, que foi parcialmente compensado pela diminuição do endividamento face ao setor financeiro”.

Já no setor privado, o aumento do endividamento (de 1,5 mil milhões de euros) nos primeiros seis meses do ano, deveu-se sobretudo ao crescimento de 1,4 mil milhões de euros do endividamento das empresas, que refletiu o aumento do financiamento face ao setor financeiro e exterior.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Eleições

Eis o social - ismo

Luís Areias

O mais grave é que, tipicamente, o Estado não só não se preocupa em economizar, pois os recursos não foram ganhos com suor mas sim tirados coercivamente aos contribuintes, como nunca maximiza o valor.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)