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Plástico

Microplásticos presentes na água que bebemos não são perigo para a saúde, diz relatório da OMS

Organização diz que, nos níveis atuais, os químicos presentes nos microplásticos da água que ingerimos não constituem risco. Mas alerta: é preciso mais investigação e pôr fim à poluição.

NUNO VEIGA/LUSA

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado esta quinta-feira diz que não há prova de que os microplásticos encontrados na água da torneira, na água engarrafada ou nas fontes de ambas constituam perigo para a saúde humana. Ainda assim, a OMS deixa uma ressalva: é preciso aprofundar a investigação.

Com base na informação que temos, os microplásticos presentes na água que bebemos não constituem um risco para a saúde nos níveis em que se encontram. Mas temos de investigar mais. Também temos de parar o aumento da poluição de plástico no mundo”, alerta Maria Neira, diretora do departamento de saúde pública da OMS.

A poluição causada pelo plástico é um dos grandes problemas do século XXI e a contaminação com microplásticos já chegou, inclusive, ao Ártico. E o plástico vai mesmo continuar a poluir a Terra: o estudo mostra que, até 2025, a produção deste material vai duplicar. 

Os microplásticos maiores —  os que têm mais de 150 mícrons, o mesmo diâmetro de um cabelo — são os menos perigosos. Porquê? Não são absorvidos pelo nosso corpo, enquanto as partículas mais pequenas podem transpor a parede digestiva e ficar presas no organismo. Ainda assim, os cientistas dizem que a acumulação deste tipo de partículas em quantidades elevadas é improvável.

A OMS frisa ainda que os dados sobre a presença de microplásticos na água potável são atualmente limitados e de difícil análise, uma vez que há poucos estudos confiáveis e que estes são difíceis de comparar.

“A conclusão geral é que os consumidores (de água) não devem ficar demasiado preocupados”, disse um dos autores do estudo, Bruce Gordon. Em conferência de imprensa, Gordon diz que, neste estudo, a análise dos riscos para a saúde relacionados com os microplásticos se concentrou em três pontos: o risco de ingestão, os riscos químicos e os riscos relacionados com a presença de bactérias aglomeradas (biofilme).

Bruce Gordon também sublinha que o nível de perigo atual é baixo, mas alerta: “Não podemos afirmar que não vai haver risco no futuro”. Se as emissões de plástico continuarem ao ritmo atual, os microplásticos podem apresentar riscos generalizados para os ecossistemas aquáticos e para a saúde humana no espaço de um século.

E como preparar o futuro para evitar estes riscos? Gordon aponta metas e objetivos: reduzir a poluição do plástico com o corte dos plásticos de uso único, promover a reciclagem e usar materiais alternativos. Os especialistas realçam também a importância do tratamento de efluentes (fecais e químicos) que permita remover mais de 90% dos microplásticos presentes nas águas.

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