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CPLP

Presidente de Cabo Verde quer transformar CPLP em comunidade de pessoas em vez de Estados

Jorge Carlos Fonseca disse, no Brasil, que está a trabalhar para que a CPLP se torne numa comunidade de pessoas e não tanto de Estados. Presidente recebeu título de doutor honoris causa em Ouro Preto.

ANTÓNIO AMARAL/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
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O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, disse numa visita ao Brasil que trabalha para que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) avance para se tornar mais numa comunidade de pessoas do que de Estados.

“No quadro da CPLP, [a] que temos a assumida honra de presidir até julho do próximo ano, pretendemos continuar a desenvolver todos os sócios no sentido de fazer cada vez mais da CPLP uma comunidade mais de pessoas, de cidadãos, do que de Estados”, afirmou o Presidente cabo-verdiano.

O chefe de Estado de Cabo Verde recebeu, na quarta-feira, o título de doutor honoris causa, em reconhecimento do seu percurso político, pela Universidade Federal de Ouro Preto.

“Acreditamos que podemos juntamente com o Brasil e os demais membros da nossa comunidade prestar contribuição importante para os nossos povos”, disse Jorge Carlos Fonseca.

No discurso de agradecimento, o Presidente de Cabo Verde reconheceu estar honrado com a distinção e mencionou que a sua carreira académica antecedeu a política, já que trabalhou na Universidade de Lisboa, numa universidade de Macau e também fundou uma instituição de ensino superior no seu país.

Jorge Carlos Fonseca também citou factos peculiares das relações entre Cabo Verde e Brasil, lembrando a existência de um partido pró-Brasil em Cabo Verde que, na época da independência, juntou um grupo de liberais que propunha a separação de Cabo Verde de Portugal e sua associação ao Brasil.

O chefe de Estado recordou as ligações históricas entre os dois países, notando que muitas produções agrícolas levadas pelos portugueses para o Brasil foram testadas em Cabo Verde, que terá sido uma espécie de incubadora de produtos, nomeadamente a cana de açúcar.

“Cabo Verde edificou uma sociedade aberta e tolerante, uma democracia estável e que situado numa região caracterizada por acentuada instabilidade política e militar, com importantes atividades terroristas, teima em ser um oásis de paz e de concórdia ao serviço da liberdade na África e no mundo”, referiu.

A cerimónia que outorgou o título de doutorhonoris causa ao Presidente cabo-verdiano coincidiu com a data em que a Universidade Federal de Ouro Preto completou 50 anos de fundação. O músico brasileiro Chico Buarque também foi agraciado com o título de doutorhonoris causa na mesma ocasião.

A CPLP é constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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