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Ordem dos Médicos

Ordem dos Médicos acusa Governo de “desonestidade”

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Depois de Mário Centeno afirmar que processo de aquisição de novas ambulâncias "está em análise", a Ordem dos Médicos acusou o governo de "desonestidade". "As cativações na Saúde continuam”.

Miguel Guimarães é o atual bastonário da Ordem dos Médicos

ANDRE DIAS NOBRE / OBSERVADOR

A Ordem dos Médicos (OM) considera que é “incompreensível esta desonestidade do Governo de dar o dito por não dito” relativamente à suspensão da compra de 75 novas ambulâncias. Miguel Guimarães, bastonário da OM, afirma: “Infelizmente, estamos perante uma prova de que as cativações na saúde continuam”.

A renovação das ambulâncias tinha começado a ser feita com o anterior ministro da Saúde e havia um plano para renovar a frota até 2021. É por isso incompreensível esta desonestidade do Governo de dar o dito por não dito, ainda mais quando a verba para a compra das 75 ambulâncias previstas para 2019 pertencia ao próprio INEM”, diz a OM.

Segundo Mário Centeno, ministro das Finanças, o processo de aquisição de novas ambulâncias por parte do INEM “está em análise”. O INEM previa comprar este ano 75 novas ambulâncias para equipar os postos de emergência médica, mas o Ministério das Finanças não autorizou o uso do dinheiro necessário, apesar de a verba ser do próprio instituto.

Segundo documentos a que a agência Lusa teve acesso e de acordo com a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), em causa estão 75 novas viaturas para a renovação da frota de ambulâncias afetas aos corpos de bombeiros e a delegações da Cruz Vermelha, que compõem os postos de emergência médica.

Estamos a falar de ambulâncias de postos de emergência médica com mais de 10 ou 15 anos, obsoletas e com o risco de avariarem ou de ficarem inoperacionais em plena atividade. O adiamento da compra coloca em causa a qualidade do socorro aos nossos cidadãos e gera frustração junto dos  profissionais que todos os dias se esforçam para salvar vidas em situações muito duras e difíceis”, lamenta Miguel Guimarães.

A OM diz que esta situação “acentua a desconfiança dos cidadãos em relação ao poder
político e aos serviços de saúde” e vai pedir “uma explicação formal ao Ministério das Finanças e ao Ministério da Saúde sobre esta situação que coloca em causa a vida das pessoas”.

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