Rádio Observador

Greve

Ryanair diz que 95% dos voos saíram a horas no terceiro dia da greve

A Ryanair disse que 95% dos seus voos da manhã realizaram-se dentro do horário, no terceiro dia da greve dos tripulantes da companhia aérea 'low cost', em Portugal.

WILL OLIVER/EPA

A Ryanair disse esta sexta-feira que 95% dos seus voos da manhã realizaram-se dentro do horário, no terceiro dia da greve dos tripulantes da companhia aérea ‘low cost’, em Portugal.

“A primeira onda de voos de/para de Portugal partiu dentro do cronograma esta manhã, com 95% dos voos dentro do horário”, ainda que se tenham registado alguns atrasos, devido a questões relacionadas com o controlo de tráfego aéreo, sendo que a empresa acredita “que não haverá atrasos ou transtornos nos voos de/para Portugal hoje [sexta-feira]”, segundo uma nota publicada no seu site.

A Ryanair adiantou ainda que esta quinta-feira, 22 de agosto, “completou todos os 202 voos programados de/para Portugal, transportando mais de 36.000 clientes e suas famílias”.

A companhia aérea garantiu que registou “zero cancelamentos” e que mais de “88% destes voos chegaram a tempo, graças ao excelente trabalho” de todos os seus “pilotos e tripulantes portugueses”.

A Lusa consultou os sites dos quatro aeroportos onde a Ryanair opera em Portugal, Lisboa, Porto, Faro e Ponta Delgada, não tendo encontrado perturbações significativas.

Depois de uma reunião com o ministro das Infraestruturas e Habitação, que teve lugar na quarta-feira, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), que convocou a greve, garantiu que o Governo assegurou que a “Ryanair vai ser chamada à atenção” sobre alegadas irregularidades cometidas durante a paralisação, que começou na quarta-feira e termina no domingo.

“O senhor ministro [das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos] ouviu-nos com enorme atenção e assegurou-nos várias coisas, a primeira delas e mais importante: a lei portuguesa é para ser cumprida e sobre isso não há volta a dar”, disse a presidente do sindicato, Luciana Passo aos jornalistas à saída do encontro.

De acordo com Luciana Passo, Pedro Nuno Santos também terá concordado que “a substituição de grevistas é intolerável”.

“Nesse sentido, falou, inclusivamente, com alguns outros colegas de Governo para começarem, com as entidades competentes, a trabalhar no sentido de acabar com essa substituição de grevistas”, afirmou a dirigente sindical.

A Lusa contactou o SNPVAC para fazer um balanço da greve, tendo o sindicato remetido comentários para mais tarde.

Na quinta-feira, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) adiantou que estava a realizar ações inspetivas nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro na sequência da denúncia de alegadas irregularidades relacionadas com o direito à greve dos tripulantes da Ryanair.

“A ACT tomou conhecimento de alegadas irregularidades relacionadas com o direito à greve dos tripulantes de cabine da companhia aérea Ryanair nos aeroportos do Porto, Lisboa e Faro e desencadeou de imediato uma intervenção inspetiva que decorre nos três aeroportos”, afirmou à Lusa fonte oficial da ACT.

De acordo com a mesma fonte oficial, as inspeções estão a decorrer, “não se encontrando ainda concluída a recolha e análise de dados”, sendo que, “a confirmar-se alguma situação de violação do direito à greve ou outras irregularidades, serão mobilizados os instrumentos inspetivos adequados, nomeadamente, se for o caso, desencadeados os procedimentos contraordenacionais previstos na lei”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)