Depois de ter decretado lei que permite o combate dos incêndios na Amazónia pelas Forças Armadas brasileiras, o presidente Jair Bolsonaro dirigiu-se à população através de um discurso na TV Brasil, esta sexta-feira no país (já sábado de madrugada em Portugal).

Bolsonaro começou o discurso por sublinhar a importância histórica da floresta Amazónica, e disse que “como militar e homem público”, tem amor e respeita a região, concluindo que é “nosso dever” combater os fogos.

Bolsonaro voltou a citar o “respeito à soberania” do país e disse que “incêndios florestais existem em todo o mundo, não sendo justificativa para sanções internacionais”, numa resposta às críticas do presidente francês Emmanuel Macron.

“É preciso lembrar que é nesse sentido que trabalham todos os órgãos do governo”, acrescentou, adiantando ainda que oferecerá ajuda a todos os Estados brasileiros, fazendo referência à Garantia de Lei e da Ordem Ambiental (GLOA).

Bolsonaro entretanto justificou a existência dos fogos na Amazónia nesta altura do ano com o clima que se faz sentir, afirmando que “as queimadas não estão fora da média [de número de casos] dos últimos 15 anos”, admitindo no entanto que o governo brasileiro não está “satisfeito” com a atual situação.

Jair Bolsonaro em discurso (24/08)

Por fim, disse que “espalhar dados dentro ou fora do Brasil, não contribui” para o combate, apenas para a “desinformação”.

“O Código Florestal [brasileiro] deveria servir de modelo para o mundo”, enfatizou o presidente, garantindo ainda que o Brasil é “exemplo de sustentabilidade” e que há países que não chegaram perto de “cumprir o Acordo de Paris”.