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Macau

Macau diz que investimento norte-americano é bem-vindo em plena guerra comercial EUA-China

O chefe do Governo de Macau diz que empresas norte-americanas são bem-vindas a expandirem os seus negócios no território. As declarações do responsável surgem em plena guerra comercial EUA-China.

ALEKSANDAR PLAVEVSKI/EPA

O chefe do Governo de Macau, capital mundial do jogo, disse este sábado que as empresas norte-americanas são bem-vindas a expandirem os seus negócios no território, num momento marcado pela guerra comercial China-EUA.

Num encontro com a congressista dos Estado Unidos democrata Dina Titus, Fernando Chui Sai-on, que termina este ano o seu segundo e último mandato à frente do Governo de Macau, sublinhou que, nos últimos dez anos, as empresas norte-americanas “registaram um desenvolvimento positivo com receitas favoráveis” naquele território administrado pela China.

Na região administrativa especial chinesa, na qual três empresas dos Estados Unidos exploram o jogo em Macau, o governante enalteceu ainda o facto de as empresas norte-americanas terem registado “um desenvolvimento positivo com receitas favoráveis”.

Por outro lado, destacou, “colaboraram nas políticas do Governo local, promovendo a economia adequada e diversificada de Macau”.

Por sua vez, a congressista, também citada na mesma nota, disse ter ficado a compreender melhor o princípio “um país, dois sistemas” e abordou ainda o desenvolvimento da Grande Baía Guandong-Hong Kong-Macau “como uma referência ao atual crescimento de Silicon Valley nos EUA”.

A Grande Baía é uma região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares, maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

Já Silicon Valley, nos EUA, integra uma região da baía de São Francisco onde estão situadas várias empresas ligadas à inovação digital e alta tecnologia, abrangendo várias cidades do estado da Califórnia.

A guerra comercial entre os EUA e a China voltou a conhecer um novo episódio esta semana, com o presidente norte-americano, Donald Trump, a anunciar na sexta-feira um aumento das taxas aduaneiras para os produtos chineses de 10% para 15% e que os atualmente taxados a 25% subirão para 30% em outubro.

Estes anúncios do presidente Trump, feitos na rede social Twitter, surgiram no mesmo dia em que a China anunciou que aumentaria as tarifas para produtos norte-americanos no valor de 75 mil milhões de dólares (cerca de 68 mil milhões de euros) e em que a bolsa de Nova Iorque caiu cerca de 3%, a maior queda desta semana.

A China anunciou na véspera do início da reunião do G7, em Biarritz, França, que vai aplicar tarifas sobre produtos norte-americanos avaliados em 75 mil milhões de dólares, em retaliação ao anúncio de novas taxas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Pequim anunciou também a reposição de tarifas de 25% sobre os automóveis norte-americanos e de 5% sobre peças para o setor a partir de 15 de dezembro, que estavam provisoriamente suspensas como sinal de ‘boa vontade’ da China nas negociações.

Trump anunciou no início do mês que tenciona aplicar tarifas sobre mais 300 mil milhões de dólares (271 mil milhões de euros) de produtos chineses.

As tarifas eram para entrar em vigor em 01 de setembro, mas para alguns bens foram adiadas para 15 de dezembro.

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