Rádio Observador

Aeroportos

Transporte de líquidos nos aviões. Nova tecnologia acaba com restrições no Reino Unido

1.401

Pode ser o fim dos frascos em sacos plásticos e do limite de 100ml por passageiro. Heathrow já testou o novo sistema. Até 2022, a medida será aplicada em todos os aeroportos da Grã Bretanha.

Especialistas estimam que este avanço fará com que seja 50 a 60 vezes mais rápido passar pela segurança aeroportuária

Getty Images

Os passageiros que saiam do Reino Unido de avião vão passar a poder deixar os líquidos e computadores portáteis dentro das suas malas quando tiverem de passar pelos controlos de segurança. De acordo com o que é relatado pela Sky News, a grande novidade deve-se a uma série de avanços tecnológicos nas máquinas de scanner que permitem a formulação de imagens muito mais detalhadas do interior das bagagens analisadas — de tal forma que até passa a ser possível rodar e dissecar tudo aquilo que aparecer no ecrã dos técnicos de segurança. A nova tecnologia permitirá, assim, acabar com as restrições impostas desde 2006.

Isto significa que o limite de transporte de 100ml de líquidos chegará ao fim, com os passageiros a deixarem também de precisar de utilizar os sacos plásticos para guardar os seus produtos de limpeza e cosmética. As autoridades responsáveis continuam a aconselhar os viajantes a fazer a separação dos líquidos e eletrónicos, pelo menos para já, isto porque por enquanto só o aeroporto de Heatrow, tem esta nova tecnologia e só em dezembro de 2022 é que os restantes aeroportos britânicos também terão.

Grant Shapps, o secretário de estado dos Transportes do Reino Unido, explicou que estes upgrades vão terminar com “o intrusivo ritual de termos de tirar meias e roupa interior, separar líquidos de computadores. Agora vai dar para ficar tudo junto dentro da mala.” Diz ainda que estas medidas podem representar o fim da obrigação de usar sacos de plástico e do “racionamento” daquilo que cada passageiro pode trazer consigo.

Responsáveis de vários aeroportos britânicos são unânimes ao afirmar que estes avanços vão fazer com que os passageiros consigam passar a segurança dos aeroportos 50 a 60 vezes mais depressa do que agora.

O responsável máximo do aeroporto de Heatrow (um dos mais movimentados de todo o Reino Unido), John Holland-Kaye, explicou que vão “conseguir detetar que líquido está dentro das garrafas”, “espreitar o interior de um computador portátil” e, acima de tudo, ver “se ele tem algum engenho perigoso lá dentro ou não”.

Peritos citados pela Sky News estimam que esta nova tecnologia vá custar entre cinco a dez vezes mais que aquelas que estão a ser utilizadas atualmente e não devem existir apoios governamentais para a compra destas novas máquinas, sendo da total responsabilidade dos aeroportos a compra das mesmas.

Alguns aeroportos espalhados pelo mundo como o Schiphol, em Amesterdão, ou o O’Hare, em Chicago, já usam esta tecnologia.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: dlopes@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)