Assunção Cristas comentou pela primeira vez o despacho sobre a identidade de género nas escolas, publicado recentemente pelo Governo. E assegurou que este é “um despacho errado” que “cria ruído” e que o CDS rejeita “em absoluto”, lançando ainda críticas à esquerda.

“Infelizmente, alguma esquerda no nosso país não suporta a diversidade de opiniões e não suporta que haja pessoas e partidos que pensam de forma diferente”, começou por atirar a líder do CDS, acrescentando que o Governo lidou com este assunto “da pior maneira possível”. Como? “Criou ruído através de um despacho errado e que não faz sentido. Faz sentido, sim, que todas as crianças tenham uma vida escolar com tranquilidade, uma vida escolar com respeito por todas as pessoas e crianças e em todos os momentos da sua vida”, respondeu Cristas, acrescentando que esse respeito e tranquilidade “faz-se resolvendo os assuntos que precisam de ser resolvidos com as escolas, com os professores e com as famílias”.

Este mês foi publicado em Diário da República um despacho sobre a aplicação da lei da identidade do género nas escolas que, na alínea três do artigo cinco, diz que as escolas “devem garantir que a criança ou jovem, no exercício dos seus direitos, aceda às casas de banho e balneários, tendo sempre em consideração a sua vontade expressa e assegurando a sua intimidade e singularidade”. Para o CDS, este é um “despacho errado, equívoco e que gera uma grande onda de ruído em todo o país”.

Polémica sobre a identidade de género nas escolas. Afinal, o que diz a lei e o que pensam pais e diretores?

Cristas, que estava em Lisboa para entregar as listas do CDS às eleições legislativas, disse ainda que, “para uma parte do país e para alguma esquerda, manifestar uma posição diferente daquela que consideram a posição certa é motivo para uma grande crítica”. A líder centrista argumentou que o despacho em questão, além de “causar um ruído lamentável”, só gera mais confusão. “Nós rejeitamos em absoluto esse mesmo despacho“, assegurou. “O Ministério [da Educação] errou com este despacho”, acrescentou ainda a líder centrista, sublinhando que o CDS “obviamente distancia-se” do documento.