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Alpina recusa-se a adoptar nova plataforma da BMW

Alpina e BMW têm uma relação de longa data e sempre estiveram em sintonia. Até agora. O preparador especializado em modelos da marca de Munique não quer saber da nova plataforma de tracção dianteira.

Autor
  • Observador

Especializada nos modelos da BMW, a Alpina sempre se manteve fiel à marca bávara, da mesma forma que só trabalha com transmissões da também alemã ZF. Mas, para se manter fiel à sua própria filosofia, o preparador germânico tem de fazer opções. A última, tornada pública pela Motoring, passa por recusar liminarmente trabalhar sobre a nova arquitectura de tracção dianteira da BMW. Entre outras coisas, porque isso obrigaria a mudar de fornecedor de transmissões, nomeadamente os japoneses da Aisin.

Andreas Bovensiepen, responsável máximo da Alpina e filho do fundador da empresa, confessou à referida publicação que não tem qualquer interesse em investir em projectos que tenham por base a arquitectura UKL, plataforma que foi introduzida em 2014 no Mini hatchback e que, desde então, passou a servir os BMW de tracção dianteira – do Série 2 Active Tourer e Gran Tourer, passando pelos X1 e X2 e, mais recentemente, Série 1.

Bovensiepen justifica a sua posição com “custos de desenvolvimento demasiado elevados”, com a agravante de se inscrevem em segmentos de preço mais baixo. Logo, onde é menos provável garantir margens de lucro interessantes.

Considerada um fabricante de veículos pelo Governo alemão, ao contrário das restantes empresas do sector, a Alpina modifica os carros da BMW desde a linha de montagem, concluindo a preparação na sua sede, em Buchloe. É lá que os motores são produzidos, de forma manual, razão pela qual a companhia faz questão de usar o mesmo bloco em diferentes modelos. “Tivemos um V8 para os Série 5, 6 e 7. Usamos o mesmo diesel no X3 e no Série 5 e só temos um seis cilindros a gasolina, que usamos nos Série 3 e Série 4”, justifica Andreas Bovensiepen.

A UKL obriga a montar o motor e a transmissão transversalmente, o que teria um custo que a Alpina se recusa a pagar. “Para nós, é melhor ficar com os motores em linha e a caixa de velocidades da ZF”, esclarece Bovensiepen.

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