Para passar despercebido e não se distinguir dos demais turistas, Marcelo Rebelo de Sousa terá prescindido da presença de viaturas e militares da GNR à porta do Hotel Pestana Alvor Praia, onde até esta segunda-feira, 26, esteve de férias no Algarve — e que na madrugada de domingo foi assaltado por um homem encapuzado, que terá chegado de carro, estacionado, entrado e, apesar de desarmado, exigido ao rececionista que lhe passasse todo o dinheiro no cofre, 240 euros.

A notícia é avançada pelo Correio da Manhã, que garante também que os elementos do Corpo de Segurança Pessoal da PSP que protegeram o Presidente da República durante os seus 13 dias de férias em Portimão, na altura de guarda à porta do quarto de Marcelo, não terão dado pelo assalto, tal como os demais hóspedes — Presidente incluído.

Segundo o mesmo jornal, os quatro agentes da PSP que se revezaram a proteger o Presidente da República durante as últimas duas semanas não estavam alojados no hotel do Grupo Pestana, mas noutro nas imediações.

O assalto aconteceu cerca das 00h40 do passado domingo e foi divulgado pelo Movimento Zero — um grupo recentemente criado composto por militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Durante as férias de Aníbal Cavaco Silva ou de Mário Soares, frisa ainda o diário, a GNR assegurou sempre a segurança dos locais onde os então presidentes ficavam instalados, garantindo a presença de homens e viaturas 24 horas por dia.