A investigação criminal a Jeffrey Epstein, acusado de abuso de menores, foi oficialmente arquivada esta quinta-feira por ordem do juiz responsável pelo caso, Richard Berman, noticia a CNN. Um pedido de arquivamento tinha sido pedido pelos advogados do multimilionário na sequência do seu suicídio, a 10 de agosto, e a hipótese já tinha sido levantada durante a sessão de quarta-feira em que várias vítimas de Epstein relataram os abusos de que foram alvo.

“A morte do sr. Epstein significa, obviamente, que um julgamento onde ele é o acusado não pode acontecer. Penso que é responsabilidade do tribunal garantir que as vítimas neste caso são tratadas de forma justa e com dignidade”, disse na altura o juiz, citado pelo New York Times.

Epstein estava detido desde 6 de julho na Metropolitan Correction Center, em Nova Iorque, onde aguardava julgamento sobre as acusações de tráfico sexual e abuso de menores que recaiam sobre si. Esperava-se que este se realizasse entre junho e setembro de 2020, com a procuradoria a defender que o processo de devia iniciar o mais rapidamente possível devido ao interesse do público pelo caso. O magnata, sobre o qual pesavam também acusações de pornografia infantil, podia enfrentar uma pena de até 45 anos de prisão

Tigres embalsamados, móveis portugueses do século XVIII e um príncipe André apanhado à porta. A “mansão de horrores” de Epstein

Jeffrey Epstein, de 66 anos, foi encontrado morto na sua cela a 10 de agosto. A autópsia concluiu que Epstein se enforcou na prisão de Nova Iorque, um mês depois de ter sido encontrado quase inconsciente, com marcas no pescoço e em “posição fetal” por um guarda na prisão de Nova Iorque. Na altura suspeitou-se que o milionário norte-americano tivesse tentado o suicídio.

Apesar de o juiz ter assinado o arquivamento, o caso pode estar longe de estar terminado, uma vez que continuam a surgir novos desenvolvimentos.

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