O Presidente colombiano, Iván Duque, anunciou este sábado que o seu governo vai denunciar na ONU e na Organização de Estados Americanos (OEA) o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, por alegadamente apoiar e proteger terroristas.

Estão a violar a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que é clara quando diz que não pode haver um Estado que dê proteção e promova grupos terroristas. E nós vamos levar essa denúncia à OEA e às Nações Unidas”, afirmou Iván Duque, num anúncio feito depois da decisão anunciada de vários ex-líderes das FARC de voltarem a pegar em armas.

A resolução a que se refere Iván Duque foi aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas a 12 de novembro de 2001 e determina que os atos de terrorismo internacional constituem uma das ameaças mais graves para a paz e segurança no mundo.

Estas afirmações do Presidente da Colômbia foram feitas dois dias depois de um grupo de ex-líderes das FARC, encabeçado pelo ex-chefe negociador da paz pelo lado da guerrilha colombiana, Iván Márquez, anunciar, num vídeo, o seu regresso às armas.

Intervindo no Oficina Construção do País, onde dialoga com comunidades de diferentes zonas de Colômbia, o presidente sublinhou que “o que fez a ditadura de Nicolas Maduro apoiando e protegendo terroristas foi o mesmo que fez o regime talibã com a al-Qaeda”.

O mundo vai ter de analisar a evidência dos delitos desse regime protegendo terroristas”, referiu o chefe de Estado da Colômbia.

Na quinta-feira, Duque disse que conversou com Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como o legítimo Presidente da Venezuela, para pedir apoio para capturar o “grupo criminoso”.

Conversei com o legítimo presidente da Venezuela, Juan Guaidó, pedindo o seu apoio à Justiça colombiana para capturar esse grupo criminoso, patrocinado pela ditadura de Maduro”, afirmou.

Nesse mesmo dia, o Alto-Comissário para a Paz da Colômbia, Miguel Ceballos, disse que Maduro concedeu “apoio claro” aos líderes dissidentes das FARC e acredita que os ex-guerrilheiros estão na Venezuela, onde considera ter sido feito o vídeo em que anunciavam que estavam voltando a pegar em armas e que procurariam alianças com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN).