Rádio Observador

Brexit

Deputados britânicos enfrentam semana crucial para bloquear Brexit sem acordo

Os deputados britânicos ainda têm algumas opções disponíveis para tentarem bloquear um Brexit sem acordo, apesar de restar pouco tempo.

Este sábado iniciaram-se os protestos contra a medida de Boris Johnson

VICKIE FLORES/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Os deputados britânicos ainda têm algumas opções disponíveis para tentarem bloquear um Brexit sem acordo, apesar de restar pouco tempo, sendo esta semana crucial para aprovar a legislação necessária antes da suspensão do Parlamento anunciada pelo Governo.

Na terça-feira, o parlamento britânico retoma os trabalhos após as férias de verão e a oposição deverá começar por pedir um debate de emergência para tentar ganhar o controlo da agenda parlamentar e assim apresentar legislação contra a medida do primeiro-ministro, Boris Johnson.

 que vamos fazer é tentar pará-lo politicamente na terça-feira com um processo parlamentar, a fim de legislar para impedir um ‘Brexit’ sem acordo, e também para tentar impedi-lo de fechar o Parlamento durante este período absolutamente crucial”, disse Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista e da oposição na Câmara dos Comuns.

A iniciativa legislativa pertence normalmente ao Governo, e as leis podem demorar semanas ou meses para serem aprovadas, mas os deputados pró-europeus esperam poder agilizar o processo, tal como aconteceu em abril, quando concluíram em dias uma lei que forçou a então primeira-ministra Theresa May a pedir um adiamento da data de saída.

O mecanismo a ser usado desta vez ainda não foi divulgado, mas Oliver Letwin, um dos principais deputados conservadores que se opõem ao Brexit sem acordo, confirmou na sexta-feira que tem estado em contacto com secretários da Câmara dos Comuns e com o Presidente, John Bercow.

Porém, recusou a ideia de uma conspiração e disse que pretendia apenas estabelecer quais são os procedimentos possíveis para “no tempo que resta, garantir que o Reino Unido não faça uma saída súbita, desordenada, anti-democrática sem acordo a 31 de outubro”, disse à BBC Radio 4.

A manobra deverá ser facilitada por Bercow, que considerou a anunciada suspensão do Parlamento por cinco semanas um “escândalo constitucional” com o objetivo de “impedir o Parlamento de debater o Brexit e de cumprir o seu dever de definir uma trajetória para o país”.

Letwin mostra-se incerto, mas confiante de que será possível garantir o apoio de uma maioria de deputados, incluindo vários colegas conservadores, bem como o Partido Trabalhista, Liberais Democratas, nacionalistas escoceses e galeses do SNP e Plaid Cymru, Verdes e a maioria dos independentes.

Espero que o Parlamento tome uma série de ações até ao final da semana para que Boris Johnson saiba que, como primeiro-ministro, se não conseguir um acordo, ele terá de pedir um adiamento”, acrescentou.

A outra opção será uma moção de censura do partido Trabalhista ao Governo, e que só poderá ter sucesso se for apoiada por alguns “rebeldes” do partido Conservador, entre os quais estão Letwin, Dominic Grieve ou os antigos ministros Philip Hammond e David Gauke.

Ken Clarke foi o único até agora a mostrar-se disponível para o fazer, apesar da relutância em abrir caminho para o líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, aceder ao poder.

Ao que acrescentou: “Não acho que isso venha a acontecer, porque devo ser um num minúsculo grupo de conservadores preparados para contemplar isso”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)