A partir de 14 de setembro vai deixar de ser possível fazer-se levantamentos de dinheiro ou transferências bancárias com caderneta eletrónica. A medida decorre da aplicação de uma diretiva europeia que exige maior segurança nas operações bancária e vai afetar os clientes da Caixa Geral de Depósitos, Crédito Agrícola e Montepio Geral.

Assim sendo, os clientes das entidades afetadas vão ter de aderir ao cartão de débito. A Caixa Geral de Depósitos, que tem mais de 290 mil clientes com caderneta, já está a avisar para a necessidade de criação do cartão e vai disponibilizar um ano gratuito aos seus clientes, avança o Correio da Manhã. O Crédito Agrícola, contactado pelo mesmo jornal, garante que “o número reduzido” de clientes com caderneta eletrónica vai ser aconselhado a aderir ao cartão de débito.

Esta diretiva dos Serviços de Pagamentos considera que as cadernetas que possuem banda magnética e um PIN não garantem a segurança necessária. Desta forma, o seu uso vai ser impossibilitado em todos os Estados-membros da União Europeia.

A Deco — Associação de Defesa do Consumidor, em declarações ao Dinheiro Vivo, critica o facto de os bancos ainda não terem esclarecido como é que vão ser as condições dos seus clientes no futuro — na Caixa Geral de Depósitos os clientes têm um custo anual de 18 euros para a manutenção do cartão de débito. A mesma associação defende que deveria ser o próprio Banco de Portugal a recomendar o cartão de débito gratuito de forma vitalícia, já que foi “uma mudança imposta aos clientes, os quais não solicitaram alterações ao serviço”. Sónia Covita, a especialista da Deco contactada pelo Dinheiro Vivo, alerta para o facto de muitos idosos e pessoas com menores rendimentos serem os principais afetados com estas alterações.