O Papa Francisco aterrou esta quarta-feira na Base Aérea de Maputo às 18h00 locais (17h00 em Lisboa) para uma visita histórica de dois dias ao país africano. O Papa saiu do avião 25 minutos depois e foi recebido pelo Presidente da República moçambicano, Filipe Nyusi. Na Base Aérea, estiveram ainda centenas de peregrinos, que entoaram cânticos a apelidar o líder católico de mensageiro da paz e da reconciliação.

Há mais de 30 anos que um Papa não visitava Moçambique: o último a fazê-lo foi João Paulo II, em 1988. Para António Pacheco, jornalista e especialista em assuntos africanos, a visita do Papa pode ajudar a reforçar a paz em Moçambique, destacando os conflitos entre Renamo e Frelimo. “O Papa Francisco vai aproveitar para falar da realidade moçambicana. É uma pessoa pragmática”, diz em declarações à Rádio Observador. O especialista em assuntos africanos reforça ainda que a presença da igreja é muito importante em Moçambique.

Após uma cerimónia de boas-vindas e depois de percorrer no papamóvel algumas avenidas da cidade, o programa do líder da igreja católica continua na quinta-feira, com uma visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio da Ponta Vermelha, onde fará o seu primeiro discurso em Moçambique.

Segue-se uma passagem por algumas das principais avenidas de Maputo, para as quais as paróquias estão a mobilizar a população para saudar o Papa, até ao pavilhão do Maxaquene, na baixa da capital, onde vai decorrer um encontro inter-religioso com jovens – momento para a segunda intervenção de Francisco. Durante a tarde, vai decorrer um encontro com os bispos, sacerdotes e outros membros da comunidade católica, em que Francisco voltará a discursar. O programa de quinta-feira termina com uma visita privada à Casa Mateus 25, uma obra de caridade.

Na sexta-feira, o Papa Francisco começa o dia com uma visita a um hospital, seguindo depois para o Estádio Nacional do Zimpeto, para uma missa marcada para as 10h00 em que são esperadas até 90 mil pessoas. Para este dia, o governo moçambicano decretou tolerância de ponto.

A cerimónia de despedida no aeroporto de Maputo está marcada para as 12h25, com o líder católico a seguir depois para Madagáscar e, no dia 9, para as ilhas Maurícias.

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