A secretária de Estado da Saúde assumiu esta quarta-feira que haver “um incidente adverso, nomeadamente uma queda que seja” numa unidade de saúde é “mau”, lembrando, contudo, a redução do número de casos.

À margem da sessão “Compromisso para a Humanização Hospitalar”, em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, Raquel Duarte disse que o Governo não quer que hajam incidentes em nenhuma unidade hospitalar do país, daí a existência de um plano nacional para a segurança do doente.

Primeiro, nós não queremos nenhum incidente adverso em nenhuma unidade de saúde, que fique claro, por isso, para mim sete mil quedas, oito mil quedas é mau, qualquer caso de incidente adverso é mau”, vincou.

Os hospitais portugueses registaram nos últimos dois anos uma média anual de oito mil quedas de doentes, segundo dados da Direção-geral da Saúde que apontam para uma redução dos números relativamente a 2016.

Em declarações à agência Lusa, o diretor dos serviços de qualidade da Direção-geral da Saúde (DGS) indicou que as estimativas mundiais da Organização Mundial da Saúde apontam para que um em cada 10 doentes internados sofram incidentes adversos – como quedas, por exemplo -, sendo que cerca de metade desses incidentes poderia ser evitado.

Raquel Duarte lembrou que esta não é uma “nova preocupação”: é uma preocupação que já existe e que se verte no plano nacional para a segurança.

O plano, explicou, prevê que hajam nos hospitais comissões de qualidade e segurança que definam medidas para que os incidentes não ocorram, elogiando a “transparência” com que funcionam porque só graças a essa é que os números são hoje conhecidos.

“Existe, nesta altura, a possibilidade de termos conhecimento das quedas, os casos são notificados e conseguimos ter o diagnóstico certo do que se passa a nível nacional e, assim, definir melhor as estratégias”, reforçou.

Reafirmando que haver uma queda que seja é mau, a secretária de Estado recordou, contudo, a redução deste tipo de incidentes nos hospitais.