Os drones e os aviões não tripulados representarão 10% do mercado aeronáutico em 2050, segundo estimativas do programa SESAR, um projeto para a criação do Céu Único Europeu, analisadas num relatório divulgado esta quinta-feira. Este mercado também vai gerar 15 mil milhões de euros por ano e 150 mil empregos, segundo o documento.

De acordo com o relatório “The Hurdles Drones Face”, realizado pela empresa de consultadoria Oliver Wyman, a indústria aeroespacial e de aviação está num momento de evolução “decisiva” devido à introdução da tecnologia de voo autónomo e ao surgimento dos drones (um aparelho aéreo não tripulado e controlado remotamente).

No entanto, a empresa de consultadoria explicou que, para aprimorar o seu desenvolvimento, é necessário um novo regulamento que “não limite muito” o seu uso, bem como avanços tecnológicos que ajudem a resolver problemas como a limitação de peso e tamanho ou a obrigação de que a aeronave tenha uma visão completa do espaço aéreo que está a ocupar.

Por outro lado, a empresa de consultadoria pediu mais medidas de segurança para lidar com a pirataria de ‘drones’, diante de ameaças de ciberterrorismo. O relatório sublinhou que existem atualmente cerca de 50 protótipos de táxis-aéreos em todo o mundo e empresas como Uber, Apple ou Microsoft estão a dar os primeiros passos no setor.

Este relatório avançou que o uso dessa tecnologia pode transformar setores como construção e comércio, transportando cargas pesadas e materiais pesados para locais de difícil acesso. Nesse contexto, a Comissão Europeia e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) estão em processo de desenvolvimento de um regulamento para um ecossistema europeu de ‘drones’ que deve ser concluído até ao final de 2019.

O Céu Único Europeu é uma iniciativa que tem como metas a organização do espaço aéreo europeu de uma forma mais racional, aumentando a sua capacidade de acomodação dos voos ao mesmo tempo que assegura níveis elevados de segurança operacional em toda a Europa.

O programa SESAR (SJU – SESAR Joint Undertaking) é o pilar tecnológico da iniciativa Céu Único Europeu (SES – Single European Sky). Em 2007, a Empresa Comum SESAR foi criada para gerir essa parceria público-privada de grande escala e verdadeiramente internacional.