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Guiné-Bissau

Guiné. Candidato do PAIGC às presidenciais pede unidade e reconciliação aos guineenses

O presidente e candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde às eleições presidenciais da Guiné-Bissau pediu reconciliação aos guineenses.

Paulo Cunha/LUSA

Autor
  • Agência Lusa
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O presidente e candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) às eleições presidenciais da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, pediu hoje reconciliação aos guineenses e prometeu promover a unidade nacional.

Estou aqui como candidato do PAIGC para ser eleito a 24 de novembro Presidente de todos os guineenses, sem discriminação”, afirmou Domingos Simões Pereira, no lançamento da sua candidatura no Espaço Verde, em Bissau, perante milhares e apoiantes.

“Temos de nos reconciliar, temos de ser capazes de nos reencontrar e promover a unidade nacional”, sublinhou o antigo primeiro-ministro do país, demitido em 2015 pelo atual chefe de Estado, José Mário Vaz, depois de o PAIGC ter ganhado as eleições legislativas de 2014.

No palco, acompanhado por vários membros do atual Governo guineense, incluindo o primeiro-ministro, Aristides Gomes, e por dirigentes do partido, Domingos Simões Pereira prometeu que não vai demitir nenhum Governo, eleito democraticamente pelos guineenses.

“O Presidente deve ser o primeiro a promover consenso, diálogo e entendimento”, afirmou. Domingos Simões Pereira, cujo partido venceu as legislativas de março passado na Guiné-Bissau e que viu José Mário Vaz recusar o seu nome para primeiro-ministro, prometeu também que, se for Presidente, o Palácio da Presidência vai estar aberto à população.

Se for eleito Presidente da República vou continuar a ser o mesmo Domingos, o mesmo DSP [iniciais do seu nome e forma como é tratado na Guiné-Bissau]. Aquela casa é o símbolo da nossa unidade, da nossa existência enquanto Nação”, disse.

O candidato afirmou também que, enquanto Presidente, pretende chamar a atenção do Governo e falar a favor das mulheres, crianças e idosos. É preciso “virar a página na Guiné-Bissau”, pediu aos seus apoiantes.

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