A diretora da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, Filomena Mendes, alertou este sábado para a urgência da criação de condições para que aquela força de investigação criminal possa combater o narcotráfico, que ameaça a soberania do país.

“Num ambiente de crescente expansão do tráfico de drogas a nível sub-regional, a Guiné-Bissau continua a registar fortes fragilidades sendo deveras urgente a criação de condições materiais e fundamentalmente o apetrechamento e reforço das verbas à Polícia Judiciária para fazer face a este fenómeno desestabilizador e que fortemente ameaça a nossa soberania e põe em causa o bom nome e dignidade do povo”, afirmou Filomena Mendes.

A diretora da PJ falava aos jornalistas momentos antes da incineração de quase duas toneladas de cocaína, que decorreu nos arredores de Bissau.

A PJ guineense anunciou na segunda-feira, no âmbito da operação “Navarra”, a apreensão de quase duas toneladas de cocaína, a maior feita na Guiné-Bissau. No âmbito da operação, foram também detidas 10 pessoas de várias nacionalidades. A operação, segundo a diretora da PJ guineense, revelou a “estrutura de uma organização criminosa de alto nível e bastante poderosa”, que “agora foi desmantelada”.

Além da detenção de 10 pessoas, a PJ apreendeu também viaturas de luxo, prédios, lanchas rápidas e telefones satélite. “A PJ está ciente das suas atribuições e vem assumindo mais do que nunca a sua responsabilidade no combate cerrado ao tráfico de droga e a organizações criminosas que tendem a aproveitar o posicionamento geoestratégico da Guiné-Bissau e a exploram as debilidades no que tange à capacidade de controlo efetivo da totalidade do território”, disse Filomena Mendes.

Filomena Mendes apelou também para que seja construída uma nova sede, que esteja “adequada ao desempenho das atribuições da PJ”.