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Vigilantes da natureza denunciam autocaravanismo selvagem

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Vestígios de fogueiras em pinhais, restos de lixo e de excrementos humanos são marcas do autocaravanismo selvagem, que os vigilantes da natureza querem combater na costa do Algarve e do Alentejo.

LUÍS FORRA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Vestígios de fogueiras em pinhais, restos de lixo e de excrementos humanos são marcas do autocaravanismo selvagem, que os vigilantes da natureza querem combater nas zonas costeiras do Algarve e do Sudoeste Alentejano.

A praia do Amado, no concelho de Aljezur, distrito de Faro, e o pinhal do Beliche, no concelho vizinho de Vila do Bispo, são alguns dos pontos negros do autocaravanismo selvagem, disse à agência Lusa o vice-presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN), Marco Silva.

“É um problema que se tem vindo a agravar nos últimos anos e as várias entidades não têm feito o suficiente para minimizar o impacto negativo que existe”, apontou.

O problema do autocaravanismo selvagem, referiu, é visível por toda a região litoral do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina (Algarve), apesar de, nos últimos tempos, terem aumentado “a capacidade e os meios de fiscalização”.

O representante da APGVN relatou situações em que são encontrados pelos vigilantes vestígios de fogueiras em zonas de pinhais e restos de lixo, papel higiénico, garrafas e plásticos.

“O areal também é usado como casa de banho. Vivemos numa era em que a sensibilidade das pessoas ainda é muito reduzida”, apontou.

No seu entendimento, um dos principais problemas reside na dificuldade em “penalizar os infratores”, sobretudo aqueles que são de nacionalidade estrangeira.

“Os autos de notícia são levantados, quer pelos vigilantes da natureza, quer pela GNR, mas depois existe uma incapacidade, por parte dos serviços, de instruir todos os processos de contraordenação, principalmente porque a maioria destas infrações são cometidas por cidadãos estrangeiros”, lamentou.

Nesse sentido, defendeu a necessidade de se alterar a legislação, de forma a prever que os infratores tenham de pagar as multas na hora.

A medida é defendida igualmente pelo major Ricardo Vaz Alves, do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), que admitiu a existência de “um sentimento de impunidade” por parte de alguns infratores.

“O auto é levantado, mas a tramitação não de faz sentir imediatamente nos próprios visados. Isso gera um sentimento de impunidade”, reconheceu Ricardo Vaz Alves.

Segundo dados divulgados pela GNR, entre o início deste ano e o dia 27 de agosto foram registadas em Portugal 206 infrações cometidas por caravanistas, a maior parte delas (98) ocorridas no distrito de Faro.

No segundo lugar da lista de infrações está o município de Leiria (49), seguindo-se Setúbal (29), a ilha de São Miguel, nos Açores (18), Beja (oito), Portalegre (três) e Castelo Branco (um).

No entanto, ressalvou Ricardo Vaz Alves, a tendência tem sido para uma redução do número de infrações, uma vez que o número registado em 2018 foi de 385 e em 2017 tinha sido de 417.

FAC // ROC

Lusa/fim

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