Rádio Observador

Caixa Geral de Depósitos

Banco espanhol já tem luz verde do BCE para comprar filial da CGD em Espanha

A entidade bancária espanhol já pode "concluir a compra do Banco Caixa Geral, a entidade através da qual o grupo Caixa Geral de Depósitos opera em Espanha", segundo revelou em comunicado.

Paulo Macedo é o atual presidente da Caixa Geral de Depósitos

HUGO AMARAL/OBSERVADOR

Autor
  • Agência Lusa

O Abanca recebeu esta segunda-feira ‘luz verde’ do Banco Central Europeu (BCE) para finalizar a compra da filial em Espanha da Caixa Geral de Depósitos (CGD), anunciou a instituição bancária espanhola no mesmo dia.

O Abanca acaba de receber autorização do Banco Central Europeu (BCE) para a conclusão de compra do Banco Caixa Geral, a entidade através da qual o grupo Caixa Geral de Depósitos opera em Espanha”, segundo comunicado publicado pelo banco espanhol.

Segundo o Abanca, esta “autorização permitirá acelerar a fusão entre as duas entidades”, tendo uma fonte financeira em Madrid avançado à agência Lusa que a assinatura do contrato de compra e venda entre os dois bancos deverá ter lugar em meados de outubro próximo.

A venda do Banco Caixa Geral, em Espanha, ao Abanca, irá ter um impacto positivo de 135 milhões nos resultados do primeiro semestre e nos capitais consolidados da Caixa Geral de Depósitos (CGD), de acordo com a instituição.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), no dia em que o Banco Central Europeu (BCE) autorizou a operação, a CGD deu conta de que considera que este é “um evento subsequente ajustável” e que, por isso, “as contas referentes ao período findo a 30 de junho de 2019 serão alteradas para acomodar os efeitos desta decisão”.

“Considerando as informações atualmente disponíveis, o impacto estimado na valorização desta participação com referência a 30 de junho de 2019 é positivo em 135 milhões de euros no resultado líquido do período e nos capitais próprios consolidados da CGD”, devido ao “ajustamento, ao valor da venda, das imparidades registadas nas contas da CGD no final de 2017”, adiantou o banco público.

“Deste modo, o resultado líquido com referência a 30 de junho de 2019 será de 417,5 milhões de euros. Neste cenário o rácio CET1 passa de 14,8% para 15,1%” indicou o banco público.

No dia 30 de julho, a CGD anunciou lucros de 282,5 milhões de euros no primeiro semestre de 2019.

O banco adiantou que a aprovação do BCE da venda de 99,79% da filial espanhola ao Abanca “conclui o processo de aprovação, por parte das autoridades competentes, da venda daquela subsidiária, do qual tinha sido dado nota na comunicação ao mercado efetuada pela CGD em novembro de 2018”.

A CGD referiu ainda que, “de acordo com o contratado, o processo de alienação deverá estar concluído durante o mês de outubro de 2019”.

De acordo com o calendário previsto neste projeto a integração informática, jurídica e financeira das duas entidades deverá ser realizada “no primeiro trimestre de 2020”, segundo um comunicado do Abanca, divulgado hoje.

A entidade bancária espanhola revela que uma vez concluída a integração do Banco Caixa Geral, o Abanca irá somar um volume de negócios de 7.000 milhões de euros e 131.000 clientes.

O Abanca vai pagar 364 milhões de euros pela compra de 99,79% do Banco Caixa Geral à CGD.

O Governo português aprovou a operação em Conselho de Ministros realizado em novembro do ano passado.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)