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Burkina Faso

Cerca de 300 mil pessoas abandonaram as suas casas devido à violência no Burkina Faso

Os ataques armados e a insegurança no Burkina Faso têm forçado o deslocamento da população. São cerca de 300 mil aqueles que vivem em comunidades de acolhimento.

O número de deslocados no Burkina Faso mais do que triplicou em relação ao início do ano (82 mil em janeiro)

TIAGO PETINGA/LUSA

Cerca de 300 mil pessoas tiveram de deixar as suas casas e passar a viver em centros de acolhimento no Burkina Faso, devido aos ataques armados que ocorrem no país, anunciaram esta segunda-feira as Nações Unidas.

“Os ataques armados e a insegurança continuam a afetar as zonas norte e leste do Burkina Faso, obrigando a um deslocamento forçado das populações“, refere o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, em comunicado.

Segundo o documento, 289 mil pessoas vivem em comunidades de acolhimento em vários pontos do país, com cada vez mais pessoas a procurarem refúgio em centros urbanos como Djibo, Dori e Kaya, explicam as Nações Unidas.

O acesso a alimentos, a meios de subsistência e a serviços básicos está a tornar-se cada vez mais difícil, tanto para as comunidades deslocadas como para as comunidades de acolhimento”, acrescenta a agência das Nações Unidas.

Segundo estimativa das Nações Unidas, o número de deslocados no Burkina Faso mais do que triplicou em relação ao início do ano (82 mil em janeiro).

Já o Comité Internacional da Cruz Vermelha alertou esta segunda-feira para a difícil situação que as pessoas no Burkina Faso enfrentam ao nível da saúde, frisando que mais de 500 mil pessoas têm estado “privadas de assistência” nos últimos seis meses devido à violência armada.

“Cerca de 125 centros de saúde foram afetados pela violência armada em agosto, com 60 a fecharem e 65 a estarem apenas parcialmente operacionais. Muitos profissionais deixaram as áreas rurais afetadas pela violência”, explica a Cruz Vermelha.

O presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Peter Maurer, afirmou que o acesso a cuidados de saúde em algumas regiões do Burkina Faso tornou-se “um desafio”, devido à violência e aos ataques, lembrando que a fome é outra das grandes preocupações.

Desde 2015, a empobrecida região do Sahel no norte do Burkina Faso – que partilha fronteira com o Mali e o Níger – luta contra uma onda crescente de ataques ‘jihadistas’ que, nos últimos tempos, se estendeu também ao leste, próximo da fronteira com Togo e Benim.

A deterioração da segurança levou as autoridades de Ouagadougou a declarar o estado de emergência em dezembro em várias províncias do norte limítrofes com o Mali.

Num dos incidentes mais recentes, no passado dia 19 de agosto, pelo menos 24 militares morreram num “ataque de grande envergadura” perpetrado por membros de “grupos terroristas não identificados” no norte do Burkina Faso, referiu na ocasião o Exército.

A maioria dos ataques na antiga colónia francesa são atribuídos ao grupo local Ansarul Islam, fundado em dezembro de 2016, e ao Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, leal à Al-Qaida no Magrebe Islâmico.

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