Rádio Observador

PCP

Jerónimo de Sousa avisa que PCP “nunca será descartável”

Jerónimo diz que o seu partido “não é descartável porque a AR, a sua composição, vai determinar muito do futuro das políticas”. O líder do PCP fala ainda numa "arrumação de forças" determinante.

"Essa arrumação de forças vai ser determinante, conforme se arrume, onde estará com certeza o PCP e a CDU”, disse o líder comunista

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O secretário-geral do PCP avisou esta segunda-feira que o partido “nunca será descartável” e que é a composição do parlamento na próxima legislatura que “vai determinar muito do futuro das políticas”, mas escusou-se a adiantar linhas vermelhas.

“O PCP nunca será descartável, é evidente”, afirmou o líder do PCP em entrevista à Antena1, justificando que “não é descartável porque a Assembleia da República, a sua composição, vai determinar muito do futuro das políticas”.

Jerónimo de Sousa assinalou que existe “este esforço do Partido Socialista, em primeiro lugar, tentar a maioria absoluta por si mesmo, em segundo lugar ver quem é que menos incomoda”. Porém, continuou, caso o PS não obtenha maioria absoluta nas legislativas de 6 de outubro, “naturalmente a situação política pode desenvolver-se num quadro em que sempre que existiram maiorias absolutas houve indiferença, subestimação do papel da Assembleia da República e, por isso mesmo, é que essa arrumação de forças vai ser determinante, conforme se arrume, onde estará com certeza o PCP e a CDU”.

Relativamente a uma repetição do acordo de governação que marcou os últimos quatro anos, Jerónimo evita colocar condições à partida.

Isso das linhas vermelhas não temos, agora o que temos é uma política alternativa perante aquilo que o Partido Socialista irá, e está a propor ao povo português. Mas insisto, será ao pé do pano que talhamos a obra e em cada iniciativa, em cada medida do futuro governo, nós agiremos: o que for bom para os trabalhadores e para o povo votaremos a favor, o que for mau votaremos contra”, assinalou.

O secretário-geral do PCP (partido que concorre às legislativas coligado com o PEV) notou que “este é um princípio fundamental” que “anima” o partido e advogou que “é possível continuar na senda dos avanços”. “Lutamos por isso, não é para ter mais deputados para mostrar, é para dar mais força a esta linha de contribuir para resolver os problemas”, frisou.

Numa retrospetiva do início da legislatura, Jerónimo de Sousa reclama a criação da ‘geringonça’, considerando que em 2015 o Partido Comunista “criou as condições para uma solução política de um Governo minoritário do Partido Socialista”. “Eu lembro-me daquele momento, daquela noite [eleições legislativas de 2015]. PSD proclamava a vitória, o Partido Socialista apresentava os parabéns ao PSD pela vitória, o Bloco estava nas comemorações do seu bom resultado, e foi o PCP que deu uma contribuição inestimável para que essa solução fosse encontrada”, apontou.

Ao longo destes quatro anos, considerou, a negociação “foi de grande exigência” uma vez que “não bastava apresentar propostas”, era preciso “lutar” por elas com “uma paciência de persistência, de fundamentação”.

Questionado sobre a criação de uma terceira central sindical, o líder comunista lembrou que essa “é uma pretensão velha” de “há muitos, muitos anos”, mas este é um processo “que não tem vingado”. “A liberdade sindical deve ser respeitada, e liberdade de organização e por isso mesmo é que, nós em relação à UGT, por exemplo, nunca questionámos a sua existência, era o que faltava”, salientou.

Sobre Pardal Henriques, o ex-porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas e atual candidato pelo PDR, Jerónimo de Sousa observou ser “óbvio que houve ali desejo de protagonismo” porque “só no fim [da greve] é que anuncia que ia ser candidato a deputado”. “Insisto que os sindicatos não devem servir esses protagonismos, quanto ao resultado logo vemos”, rematou.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
História

O azar do museu Salazar /premium

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

A ignorância e o fanatismo, que estão na origem dos totalitarismos, combatem-se com a verdade e o conhecimento. A ditadura não se vence com a ignorância, mas com a ciência.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)