Não é a hipótese tida como mais provável pelas autoridades para causa da morte, mas nem essa foi ainda descartada: a possibilidade de ter havido um crime na origem da morte do cabeleireiro português Eduardo Beauté, que morreu este sábado com 52 anos, ainda está em cima da mesa para as autoridades, avança o Correio da Manhã.

De acordo com o jornal diário, um pormenor terá levado a esta equação: o facto de o corpo do cabeleireiro, que se encontrava em tronco nu, ter sido encontrado com sinais de “coloração negra do pescoço para cima”. Ainda segundo o CM, no dia da sua morte o cabelereiro teria uma reunião agendade com três italianos, com os quais tencionaria abrir um novo salão, e que viriam a dar o sinal de alerta quando se dirigiram ao seu apartamento nas Twin Towers, em Sete Rios, para saber do seu paradeiro.

Eduardo Beauté, que se chamava na verdade Eduardo Ferreira, começou a trabalhar como cabeleireiro ainda adolescente, em Leiria. Foi posteriormente em Lisboa, porém, que ganhou fama como “cabeleireiro dos famosos”, como chegou a ser conhecido dada a sua relação estreita com socialites nacionais.

Antes de assumir a homossexualidade, Eduardo Beauté chegou a ter um filho biológico, Rúben Eduardo, que morreu com apenas cinco meses devido a problemas relacionados com insuficiência pulmonar. Com o modelo Luís Borges, teve três filhos. A relação durou sete anos e o casamento durou cinco, tendo o casal consumado o divórcio em 2016.

Afirmando ter sido vítima de violência verbal por parte do então marido, admitindo ainda assim ter chegado a agredir Luís Borges, entrou em depressão e confessou ter sentido “desespero e ataques de pânico” nos últimos anos. Foi encontrado inanimado em casa este sábado, 7 de setembro, e o óbito foi declarado ainda no local.