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Incêndios

Incêndio em Odemira está dominado

Incêndio de Odemira, Beja, começou terça-feira. Três meios aéreos continuaram a combater as chamas. Fogos em Lisboa e Porto que deflagraram no mesmo dia também já estão resolvidos.

Este incêndio lavrou no último dia do alerta vermelho emitido pela Proteção Civil por causa do risco de incêndio

EPA

Autores
  • Rui Casanova
  • Agência Lusa

O incêndio florestal que deflagrou na tarde de terça-feira no concelho de Odemira, Beja, está dominado desde as 8h48 da manhã desta quarta-feira, confirmou ao Observador fonte oficial da Proteção Civil. As chamas ainda mobilizaram mais de 200 operacionais, apoiados por 75 meios terrestres e três meios aéreos na manhã desta quarta-feira, segundo informação da página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. 237 operacionais mantêm-se no terreno para evitar reacendimentos, mas os meios aéreos já abandonaram o teatro de operações.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja disse na terça-feira à agência Lusa que o incêndio estava a devastar uma área de pasto, mato, eucaliptos, sobreiros e medronheiros, na zona de São Luís. O alerta foi dado às 14h04 de terça-feira e no terreno chegaram a estar, no mesmo dia, sete meios aéreos, quatro aviões e três helicópteros. Pelas 22h00, tinha duas frentes ativas.

Fogos em Lisboa e no Porto também foram dominados

Já os fogos que deflagraram no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa, e em Valongo, distrito do Porto, estão dominados, assim como o da Tapada das Mercês, na freguesia de Algueirão-Mem Martins, no concelho de Sintra.

O incêndio da Azambuja “foi dado como dominado às 19h49 [de terça-feira]. Até ao momento não temos indicação de qualquer ferido ou de habitações atingidas”, afirmou fonte do CDOS de Lisboa à Lusa. O fogo teve início pelas 15h16 na localidade de Quebradas, freguesia de Alcoentre. Pelas 10h00, continuavam no local 97 operacionais, apoiados por 26 viaturas, segundo a página na internet da Proteção Civil.

Em Valongo, o incêndio que deflagrou na freguesia de Alfena também já foi dado como dominado “cerca das 22h00”, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto, acrescentando não ter informação “de vítimas nem de habitações afetadas pelas chamas”.

O fogo chegou a obrigar ao corte da Autoestrada 41 (A41) no sentido Porto–Penafiel, ao quilómetro 22, em Alfena, nos dois sentidos, durante várias horas, mas a situação já está resolvida, segundo a GNR. “A A41 já está a circular normalmente, desde as 19h58, em ambos os sentidos”, disse na terça-feira à noite fonte da GNR, informação que também foi confirmada pelo CDOS do Porto.

Apesar de o incêndio já estar dominado, permaneciam no local, pelas 10h00 de quarta-feira, 111 operacionais, apoiados por 32 viaturas. O alerta para o incêndio foi dado às 12h27.

Na Tapada das Mercês, na freguesia de Algueirão-Mem Martins, começou na terça-feira um incêndio pelas 21h50 numa zona de mato, mas segundo o SintraNotícias, já está controlado. De acordo com o jornal, não são conhecidas as causas nem os pontos de ignição. No local estiveram corpos de Bombeiros de Algueirão-Mem Martins, Agualva-Cacém, Queluz, Sintra, São Pedro de Sintra, Montelavar e Belas, no total de 55 bombeiros, apoiados por 16 viaturas. Já não se encontram operacionais no terreno, segundo o site da Autoridade Nacional da Proteção Civil.

Créditos: D.R.

Trânsito normalizado na A41

Os principais focos de incêndio estiveram nas localidades do Sobrado — onde um helicóptero de combate aos incêndios caiu na semana passada, vitimando o piloto da aeronave — e Alfena, mas os fogos estão dominados. As chamas e a intensidade do fumo chegaram a obrigar ao fecho de algumas estradas municipais. A autoestrada A41 também esteve fechada por duas vezes esta terça-feira entre o Nó de Santo Tirso e o Nó do Sobrado por causa da intensidade do fumo, mas o trânsito já foi normalizado.

Os aviões de combate ao incêndio que chegaram a ser usados nesta ocorrência são da Afocelca, uma empresa da The Navigator Company e do grupo ALTRI cuja missão é combater o fogo nas áreas privadas dessas companhias. No entanto, a Afocelca também presta apoio à Proteção Civil no combate ao incêndio fora das propriedades da empresa. Com a aproximação da noite, os aviões de combate ao incêndio foram dispensados.

Estes incêndios lavraram no último dia do alerta vermelho emitido pela Proteção Civil por causa do risco de incêndio. A partir da meia-noite de terça para quarta-feira, o alerta de incêndio baixará para o nível laranja, o segundo pior, por decisão do ministério da Administração Interna. Essa decisão foi anunciada em conferência de imprensa pelo ministro Eduardo Cabrita, que ressalvou que os avisos vermelhos podem voltar caso as condições assim o exijam.

(Artigo atualizado às 10h01)

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