Rádio Observador

Basquetebol

Austrália junta-se a França, Espanha e Argentina nas meias do Mundial de basquetebol

A Austrália conquistou a última vaga nas meias-finais do 18.º Mundial de basquetebol, na China, ao vencer a República Checa por 82-70, num encontro que desequilibrou na 2.ª metade do 3.º período.

WU HONG/EPA

Autor
  • Agência Lusa
Mais sobre

A Austrália conquistou esta quarta-feira a última vaga nas meias-finais do 18.º Mundial de basquetebol, na China, ao vencer a República Checa por 82-70, num encontro que desequilibrou na segunda metade do terceiro período.

Depois de várias alternâncias na liderança do marcador, o conjunto da Oceânia logrou um decisivo parcial de 14-0, depois ainda prolongado para 20-3, que passou o resultado de 43-43 para 63-46, uma diferença de 17 pontos que ‘acabou’ com o jogo.

Nos derradeiros 10 minutos, os checos ainda conseguiram encurtar a desvantagem para oito pontos (63-55 e 65-57) e depois para sete (77-70), mas já a escassos 1.11 minutos do fim, quando já era ‘inevitável’ a vitória dos australianos.

Patty Mills, com 24 pontos, seis assistências e quatro ressaltos, foi a grande figura do ‘cinco’ de Andrej Lemanis, secundado por 14 pontos de Chris Goulding, 10 de Andrew Bogut e nove de Matthew Dellavedova.

Na formação checa, os melhor foi Tomas Satoransky, com 13 pontos, 13 assistências e nove ressaltos, enquanto Patrick Auda liderou os marcadores, com 21 pontos.

A Austrália vai agora defrontar nas meias-finais, na sexta-feira, a Espanha, que na terça-feira bateu a Polónia por 90-78, com a outra meia-final a opor a Argentina, vencedora face à Sérvia (97-87), à França, ‘carrasco’ dos Estados Unidos.

Com estes resultados, espanhóis e gauleses conquistaram, desde já, as duas vagas europeias para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Também já tinham assegurado lugar Estados Unidos, Austrália, Nigéria e Irão.

No primeiro encontro do dia, e terceiro dos ‘quartos’, os gauleses acabaram com uma invencibilidade dos Estados Unidos que durava desde as meias-finais da edição de 2006, ao baterem os bicampeões em título por 89-79.

Depois de já terem ‘tremido’ na primeira fase, face à Turquia, que só superaram no prolongamento, os norte-americanos, desfalcados na China de todas as suas grandes ‘estrelas’, caíram com estrondo, depois de 58 vitórias consecutivas.

Entre jogos a contar para Mundiais (24) e Jogos Olímpicos (34), os Estados Unidos não perdiam desde o desaire com a Grécia nas meias-finais da edição de 2006: depois disso, tinham conquistado invictos dois Mundiais e três ‘ouros’ olímpicos, mas, hoje, não puderam com Rudy Gobert, Evan Fournier ou Nando De Colo.

A série terminou na China, perante um conjunto de Vincent Collet muito mais coletivo e que, quando parecia ‘perdido’, soube reagir na parte final à recuperação dos Estados Unidos, que transformaram uma desvantagem de 10 pontos, no início do terceiro período, numa vantagem de sete, já no quarto.

Donovan Mitchell, que foi o melhor marcador do jogo, com 29 pontos, foi o principal — e quase único – obreiro da recuperação, ao marcar 14 no terceiro período, sendo o grande responsável pelo parcial de 29-12 que virou o jogo.

A perderem por 72-65 e, depois, por 74-67, a 7.39 minutos do fim, os gauleses não se deixaram, porém, ir abaixo, dominando por completo a parte final do jogo, perante uns Estados Unidos que ‘tremeram’, incluindo da linha de lance livre.

O ‘gigante’ Rudy Gobert, autor de 21 pontos e 16 ressaltos, foi um ‘pesadelo’ para os norte-americanos junto ao cesto, e Evan Fournier, com 22 pontos, esteve muito bem no exterior, enquanto Nando De Colo, que marcou 18, foi decisivo na parte final.

Frank Ntilikina foi também determinante no sucesso dos gauleses, com 11 pontos, incluindo um ‘triplo’ que empatou o jogo a 76, a 4.34 minutos do fim e lançou os franceses para um final em ‘grande’ — fecharam com um parcial de 22-5.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)