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Angola

Governo angolano tem programa “bastante sólido” para acudir a seca no sul do país

O MPLA, partido no poder em Angola, garante ter um programa "bastante sólido" para acudir as populações afetadas pela seca no sul do país, rebatendo críticas recentes sobre alegada "insensibilidade".

JEON HEON-KYUN/EPA

O MPLA, partido no poder em Angola, garante que tem um programa “bastante sólido” para acudir as populações afetadas pela seca no sul do país, rebatendo críticas recentes do presidente da UNITA sobre alegada “insensibilidade” do governo aos afetados.

Segundo a vice-presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Luísa Damião, citada na edição desta quarta-feira pelo Jornal de Angola, o seu partido tem um programa “bastante sólido” e a preocupação das autoridades foi manifestada com a presença do Presidente angolano, João Lourenço, que em maio passado avaliou a situação na região.

A líder do MPLA, no poder desde 1975, reconheceu que a seca severa, que afeta as populações da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando-Cubango, é preocupação das autoridades e a necessidade de desenvolver ações para inverter a situação com um “programa estrutural sério e não com promessas”.

Na segunda-feira, o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido da oposição), Isaías Samakuva, acusou o governo angolano de não querer uma Angola “igual para todos” e disse que os problemas locais devem ser resolvidos a nível local.

No discurso de abertura das VIII jornadas parlamentares do seu partido, o presidente do maior partido da oposição angolana focou-se na descentralização e nos benefícios do poder local, mas também no combate à corrupção, apelando ao papel vigilante da Assembleia Nacional.

O dirigente destacou que as províncias do sul de Angola (Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango) contam com quase cinco milhões de habitantes, o que corresponde a cerca de 17% do total do país, mas beneficia de menos de 3% das despesas executadas no Orçamento do Estado, acusando o governo de “excluir” o Sul das suas prioridades.

Isso deixa-nos a impressão de que o governo não conhece a dimensão real dos problemas, não trata os angolanos todos como iguais, é insensível à dignidade humana ou é incompetente e não quer uma Angola igual para todos”, criticou.

Para Samakuva, uma das razões que explica esta “distribuição iníqua” da riqueza é a centralização do poder em Luanda, pelo que as “pessoas devem ter autonomia para receber do Estado os recursos necessários e escolherem, elas próprias as soluções que acharem mais adequadas para os problemas locais”.

Entre estes estão a fome e a seca, problemas que devem ser resolvidos “com a autonomia local das populações que constituem as autarquias locais”, defendeu, considerando que haveria vantagens em ser a administração autárquica do sul de Angola a facilitar relações entre os empresários e cooperativas angolanas e os mercados da Namíbia e África do Sul.

Em abril, o Conselho de Ministros aprovou um pacote financeiro de 200 milhões de dólares (181 milhões de euros) para solucionar problemas estruturantes ligados aos efeitos destrutivos da seca no sul de Angola. As VIII jornadas parlamentares da UNITA decorrem até sábado nas províncias da Huíla e Cunene.

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