Rádio Observador

Voleibol

Ainda levantaram a crista até aparecer Zaytsev: Itália vence Portugal no arranque do Europeu

Portugal começou quinta participação na fase final de um Europeu de voleibol com uma derrota frente à Itália de Ivan Zaytsev, grande figura da terceira melhor equipa do ranking mundial da atualidade.

Ivan Zaytsev voltou a ser a unidade mais em foco na seleção italiana que venceu Portugal no arranque do Europeu

NurPhoto via Getty Images

Não é um fenómeno propriamente novo e podemos recuar até à década de 90 para perceber que já era assim: um jogador que viesse do estrangeiro para o Campeonato Nacional era tendencialmente bom mas um jogador que chegasse da Liga italiana era mais do que provavelmente um craque. Nas realidades domésticas ou nas seleções, há muito que existe uma décalage mais do que evidente entre os dois países e, apesar do ressurgimento de Portugal nos últimos anos, o conjunto transalpino está ainda a anos luz de distância. Como se viu, aliás, no arranque da fase de grupos do Campeonato da Europa.

Mais uma vez comandada por Ivan Zaytsev, o filho do antigo campeão olímpico de voleibol Vyacheslav Zaytsev e da ex-nadadora Irina Pozdnyakova que nasceu em Spoleto mas teve apenas permissão para representar o país em 2008, a Itália venceu de forma concludente a Seleção Nacional por 3-0 no arranque de um Europeu onde tem com principal objetivo melhorar o quinto lugar que alcançou na última edição (até por ocupar nesta altura o terceiro posto do ranking mundial). Do lado português, e no início daquela que é a quinta participação em fases finais, ficou apenas e só a experiência de jogar ao mais alto nível e uma espécie de “teste” para os dois encontros que farão toda a diferença na qualificação, com Grécia e Roménia.

Depois de um arranque inspirado nos pontos iniciais, com um serviço agressivo e uma receção consistente, os transalpinos só chegaram à primeira vantagem aos 6-5, disparando a partir daí para uma vantagem em crescendo que começou a ser construída no serviço de Zaytsev. Hugo Silva, selecionador nacional, ainda tentou travar a marcha do marcador pedindo o segundo tempo técnico com 17-10 mas o máximo que Portugal conseguiu foi salvar cinco bolas de set antes do 25-21 final.

No segundo parcial, a história foi outra. Aliás, praticamente única, com um só sentido: a Itália dominou desde início, Portugal falhou em demasia na receção e no ataque e nem uma paragem técnica de Hugo Silva inverteu o rumo de um set que acabaria em 25-10. “Temos de jogar à vontade, se começamos a jogar com pressão estamos fo*****, só fazemos cagada”, ainda comentou Hugo Silva, numa ideia que seria apenas vista no início do terceiro e último parcial, quando a Seleção ainda conseguiu andar na frente do marcador nos primeiros pontos até os transalpinos conseguirem assentar de vez o seu jogo e virarem de 5-7 para 9-7 de novo no serviço de Zaytsev, no momento que definiu a partida apesar do equilíbrio que se prolongou até ao final (25-22).

Portugal vai agora defrontar a Bulgária (sábado, 19h45) e a França (anfitriã do grupo A nesta primeira fase, no domingo às 16h30), as outras duas grandes favoritas, antes de entrar nos dois encontros que deverão ser decisivos para apurar a quarta seleção que seguirá para a ronda seguinte, frente à Grécia (terça-feira, 13h) e à Roménia (quarta-feira, 13h).

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: broseiro@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)