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Venezuela

Oposição venezuelana agradece reunião dos países membros do TIAR

Oposição venezuelana agradeceu a decisão da Organização de Estados Americanos de convocar uma reunião dos Estados que integram o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca para debater a crise.

Juan Guaidó, aprovou o regresso ao tratado de 2013 dos TIAR, decisão que o executivo do Presidente Nicolás Maduro não reconhece

Rayner Pena/EPA

A oposição venezuelana agradeceu esta quinta-feira a decisão da Organização de Estados Americanos (OEA) de convocar uma reunião dos Estados que integram o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) para debater a crise na Venezuela.

“Agradecemos o apoio maioritário dos países da OEA e pedimos aos outros que valorizem a crise que sofrem os venezuelanos e as suas soluções”, escreveu o líder opositor Juan Guaidó, na sua conta do Twitter. O presidente do parlamento frisou ainda que “a Venezuela em direção à liberdade, com o apoio da comunidade internacionais, consciente da grave crise no país”.

Por outro lado, o vice-presidente da Assembleia Nacional, Stalin González, disse aos jornalistas que a convocatória da reunião é um sinal de apoio da OEA “à procura de uma saída” da crise no país. No entanto, considerou que o TIAR “não é uma saída mágica” e que é preciso mais pressão interna e externa.

Por sua vez, o governo venezuelano condenou, na quarta-feira, a “infame decisão de um pequeno grupo de governos da região que, em linha com os interesses do governo supremacista dos Estados Unidos, invocaram a ativação de um nefasto instrumento da história do novo continente, como é o TIAR”.

TIAR foi imposto pelos EUA na região no marco da Guerra Fria” para “legitimar as intervenções militares na América Latina por razões ideológicas, como aconteceu na Guatemala em 1954, em Cuba em 1961, na República Dominicana em 1965, na Granada em 1983 e no Panamá em 1989”, lê-se em comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano.

Também que “quando existiu uma verdadeira agressão de uma potência extracontinental contra um país latino-americano, como é o caso da Argentina em 1982 pelo Reino Unido, os EUA traíram o continente e evitaram a sua ativação, alinhando-se com o seu sócio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)”.

Para o governo venezuelano, “é doloroso que países que foram invadidos por tropas norte-americanas e cujos povos foram massacrados com a aplicação do TIAR hoje deem o aval a um crime semelhante contra um país irmão”.

Uma dúzia de países americanos convocou, na quarta-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados que integram o TIAR para uma reunião na segunda quinzena deste mês, onde será discutida a crise na Venezuela.

Esta decisão foi tomada no conselho permanente da OEA e contou com a aprovação de 12 dos 19 países signatários do acordo — Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Honduras, Paraguai, República Dominicana e Venezuela. Por sua vez, Costa Rica, Panamá, Peru, Uruguai, Trinidad e Tobago abstiveram-se, enquanto Cuba e as Bahamas não estiveram presentes no encontro.

A Venezuela retirou-se do tratado em 2013 por iniciativa do então Presidente Hugo Chávez. Porém, em julho deste ano, o parlamento venezuelano, liderado pelo opositor ao regime Juan Guaidó, aprovou o regresso a este pacto de defesa, decisão que o executivo do Presidente Nicolás Maduro não reconhece.

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