A Volvo, que atravessa um período nunca visto desde que foi adquirida pela Geely, decidiu criar a Polestar, um construtor independente, mais virado para a electrificação, mas mantendo uma postura mais desportiva. O seu primeiro veículo, o Polestar 1 assume-se como um coupé de grandes dimensões – basicamente um coupé com base no Volvo S90 –, que se distingue por possuir uma mecânica híbrida, mas com grande autonomia em modo eléctrico. Ao oferecer 150 km, em vez dos habituais 50 km, o 1 concilia o melhor de dois mundos, servindo para quem queira circular durante a semana em cidade, sem limitações, para depois, ao fim-de-semana, recorrer ao motor a gasolina para não ser limitado pela falta de postos de carga.

O segundo veículo da Polestar é o 2, uma berlina de quatro portas e três volumes exclusivamente eléctrica, que não é mais do que um concorrente directo do Tesla Model 3. A bateria de 78 kWh garante-lhe uma autonomia de até 500 km em WLTP, para depois os 408 cv, conseguidos à custa de dois motores, um por eixo, assegurarem o desejado dinamismo.

Face a esta relativa proximidade entre a Polestar e a Tesla, é curioso o discurso na Noruega de Ian Collins, o director de Desenvolvimento da marca no Reino Unido. Segundo ele, a “Tesla tem vindo a desenvolver a sua própria tecnologia, especialmente no que respeita à eficiência, pelo que está muito à frente de todos os outros. Daí que esta seja uma área em que estamos a trabalhar imenso para conseguirmos recuperar o atraso”.

Ainda referindo-se à rival norte-americana, o executivo da Polestar admite que “respeita” a Tesla como concorrente. “Vamos tentar fazer-lhe frente noutras áreas, como o design e avanços tecnológicos, que não ligados directamente à parte dos motores, baterias e gestão de energia”, assume Collins.