O incêndio de Cabeceiras de Basto, distrito de Braga, estava em fase de resolução este domingo de manhã, de acordo com dados Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). O vento que se fez sentir dificultou os trabalhos, disse ao Observador fonte dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses. Pelas 20 horas, o fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Braga afirmou que o combate estava a “evoluir favoravelmente” e que o incêndio estava “quase controlado”.

O incêndio teve início às 10h54, no lugar de Eiró, freguesia de Rio Douro, mas ao longo do dia já tinha andado bastante e passado por outras freguesias, como confirmou fonte dos bombeiros. No percurso do fogo, duas ou três casas e alguns anexos estiveram em risco, mas nenhum ardeu.

Pelas 23h00, estavam no local 98 operacionais com 30 meios terrestres. Durante o dia estiveram no local dois meios aéreos.

Gráfico com os meios recrutados para o incêndio de Cabeceiras de Basto ao longo do dia — Fogos.pt

Duas máquinas de rasto das Forças Armadas em Miranda do Douro

O incêndio de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, que chegou a ser combatido por 645 operacionais está neste momento em fase de resolução, confirmou ao Observador o Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Coimbra. A chuva no local ajudou na fase de rescaldo.

Destacando o “forte empenho de operacionais”, Paulo Santos, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse, à Lusa, que a “instabilidade atmosférica acabou por contribuir” no combate às chamas em Miranda do Corvo, com o fogo a ser dominado pelas 17 horas, depois de mais de 22 horas a lavrar numa “área considerável”.

Pelas 17h30, estavam a ser realizadas “operações de rescaldo”, com 588 operacionais no terreno, apoiados por 176 meios terrestres e três meios aéreos, segundo informação da ANEPC. De acordo com Paulo Santos, o fogo em Miranda do Corvo resultou em “centenas de hectares de área ardida”.

Durante o combate a este fogo tinham sido mobilizadas 185 viaturas, 12 meios aéreos e duas máquinas de rasto do Exército português e da Força Aérea, para apoiarem na abertura de caminhos que facilitem o acesso dos operacionais que combatem os incêndios nesta localidade. Com uma tripulação de cinco militares cada, estiveram envolvidos 10 militares, cinco do Exército e cinco da Força Aérea.

O fogo de Mirando do Corvo provocou três feridos ligeiros, mas dois precisaram de receber tratamento hospitalar. Este incêndio está a consumir uma área de floresta desde as 18h22 de sexta-feira. A intensidade do fumo chegou a obrigar ao encerramento da autoestrada A13, que foi entretanto reaberta.

Em declarações à Rádio Observador, Carlos Tavares, do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Coimbra, fez o ponto de situação do incêndio: “Temos tido algumas reativações. O perímetro é muito grande. Temos uma frente ativa de difícil acesso a que estamos a tentar aceder com máquinas de arrasto e com o apoio de meios aéreos. Estamos a chegar a uma linha de água numa frente bastante inclinada. Estamos a ter muita dificuldade”. Não há casas em perigo.

Já o incêndio da Sertã, cujo alerta foi dado às 14h50 de sexta-feira, está “praticamente dominado”, garantiu  fonte do CDOS de Castelo Branco. Às 18h50, a página da Proteção Civil indicava que o incêndio estava em resolução e que estavam no terreno 436 operacionais e 131 viaturas. A estrada nacional 2 esteve fechada por causa do fumo, mas foi foi reaberta ao trânsito, avançou o CDOS daquele distrito. Onze bombeiros ficaram feridos, mas sem gravidade.

Durante a manhã, havia outros dois incêndios a preocupar as autoridades. Um deles numa zona de mato em Peso da Régua, no distrito de Vila Real, que chegou a ser combatido por 80 bombeiros com 19 viaturas e uma aeronave, mas que, ao final da tarde de sábado, já estava em resolução com 28 operacionais e nove viaturas. O outro aconteceu em Fafe, distrito de Braga, e obrigou à mobilização de 70 bombeiros e 21 meios terrestres, mas está em “conclusão”, segundo a página da Proteção Civil.

Às 19 horas, havia apenas uma “ocorrência importante” na página da Proteção Civil, mas sete fogos mantém-se ativos, com 257 operacionais no terreno, 63 meios terrestres e seis meios aéreos. Há nove incêndios em fase de resolução e 44 em conclusão. No total são 2.193 pessoas a combater os fogos, 641 viaturas e 10 meios aéreos. Portugal está em situação de alerta máximo até ao final do dia, com 10 distritos em alerta vermelho por causa do risco de incêndio.

Em Valpaços, no distrito de Vila Real, onde pelo menos três casas desabitadas foram destruídas pelas chamas, o incêndio foi dominado durante a madrugada, avançou a Agência Lusa citando fonte do CDOS distrital. A localidade de Valongo chegou a ser evacuada, mas não houve registo de vítimas. As pessoas foram retiradas para um local seguro de Valongo de Baixo. A maior dificuldade àquela hora era o vento. Num ápice o fogo chega de um lado ao outro”, adiantou o presidente da Junta de Freguesia de Ervões, Francisco Machado à Rádio Observador.

Atualizado às 21h55